“Bolha” rebentou e turistas dos cruzeiros encheram o Funchal

Rui Marote
É caso para dizer “Aleluia”. Os madeirenses estiveram cerca de dois anos a olhar para a Pontinha, votada a um autêntico “degredo”, envolta num silêncio triste sem a visita de navios, silêncio esse apenas algumas vezes despertado pelo ruído metálico da instalação de novos cabeços.
Não faltavam as saudades de voltar a ver a azáfama de um porto movimentado com a entrada e saída de cruzeiristas.
Hoje a “bolha” finalmente rebentou: o navio “Iona” colocou em terra 3800 passageiros e mais umas centenas de tripulantes, dos 1628 existentes.
É quase mais que a população do Porto Santo. A movimentação no “calçadão” da Avenida Sá Carneiro era aos magotes; e os proprietários das lojas de souvenirs na praça CR7 voltaram a sorrir.
Os “shuttles” entretanto voltaram ao centro da cidade ao ponto habitual no Centro do infante, os taxistas abordavam os turistas para excursões ao Curral das Freiras, Monte e Cabo Girão. O comércio no centro da cidade dava as boas vindas aos novos clientes. As passadeiras pareciam as de Nova York… Uma visão bem-vinda.