Rui Marote
A “bomba” estoirou nos quatro pontos do globo. O novo logótipo inundou as redes sociais e foi a maior “promoção” negativa do destino Madeira que se poderia imaginar. O Estepilha recebeu telefonemas até da Austrália e da África do Sul de pessoas a querer inteirar-se do problema. Uma escrita hieroglífica difícil de decifrar.
O cais do Funchal engalanado com o estudo policromático, como se tratasse do Festival do Atlântico.
O Estepilha tem sempre uma história verdadeira a contar, suscitada pelos mais banais, curiosos e estrambólicos acontecimentos do quotidiano. Em finais de 1972 fui destacado para Angola, da Telecine Moçambique para a Telecine África Angola.
Já em solo angolano efectuei uma reportagem da chegada do avião Concorde ao aeroporto Craveiro Lopes, em Luanda na sua primeira viagem experimental.
O avião aterrou e enquanto rolava para a placa de estacionamento os pilotos desfraldaram uma bandeira de cada lado da aeronave.
Ao final da tarde regressei ao aeroporto para cobrir a descolagem. O avião fez-se á pista com as bandeiras que continuavam expostas desde a chegada. Quando se preparava para o levantamento, uma ordem surgiu e o avião abortou , regressando à placa de estacionamento. Chegámos a pensar tratar-se de uma avaria técnica. Mas não. A DGS (PIDE) tinha finalmente reparado que uma das bandeiras era do MPLA (Movimento Para a Libertação de Angola). Conclusão: todos desconheciam a bandeira até a própria PIDE… E o Concorde ficou retido mais de uma hora, com os responsáveus pedindo desculpas, citando que tinham recebido esse estandarte no último aeroporto, como bandeira de Angola… Grande gaffe!!
Da mesma forma e noutro contexto, desculpas terão ser dadas pela Associação de Promoção da Madeira e pela da tutela do Turismo ao povo madeirense anunciando um novo logótipo. Não há que persistir na asneira.
Apesar de a TVI e os matutinos afirmarem que este estudo levou quatro anos e que tem o consenso dos hoteleiros madeirenses… O que ficamos a saber é que Eduardo Jesus deixou na gaveta um projecto que Paula Cabaço ignorou durante o seu mandato, indo buscá-lo aquando do regresso, por franca teimosia.
Estepilha, que venha logo um novo logótipo, para que não sejamos mais enxovalhados…
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