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Em manifesto espetáculo de poder, os Estados Unidos anunciaram ontem que, a partir de agora, abandonam o uniforme de “polícia global” para assumir, com orgulho, o cargo de “gatunos de luxo com avião nuclear”. O comunicado, lido por um porta-voz que tentava disfarçar o sorriso, declarou: “A ordem não é mais nossa missão. Agora, segue-se a vontade do presidente. E se a vontade bate, o mundo se agacha”.
A nova política externa, batizada de “Operação Vontade do Chefe”, já produto três frentes de sucesso geopolítico:
- Gaza: com apoio militar contínuo, os EUA garantem que a tragédia humana não será interrompida, mesmo que o número de civis mortos ultrapasse qualquer limite aceitável. A Casa Branca resume: “Não somos culpados. Somos só financiadores”.
- Irão: enquanto as negociações diplomáticas avançam, Washington decide que a melhor estratégia é atacar no meio do processo. O Irão, em tom de espanto, respondeu: “A diplomacia era só um esconderijo para o porrete”.
- Venezuela: petroleiros intercetados e cargas de petróleo apreendidas são classificados por Caracas como “pirataria de Estado com diploma de superpotência”. Os EUA, por sua vez, afirmam: “Não roubamos. Só… recuperamos o que o mercado nos deu”.
A opinião internacional, em tom de sarcasmo, resume a transformação: “Os EUA não são mais o polícia que protege o bairro. Agora são o vizinho que, com o seu músculo, faz valer as vontades do chefe”.
E assim, o império que sonhava ser o árbitro da ordem mundial assume, com ironia, o título de “gatuno imperial” — usando o poder militar não para disciplinar, mas para fazer valer os desejos do momento. O mundo, por sua vez, só observa, entre o suspense e a risada, quem será o próximo a ser chamado para o jogo?
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