AF!
À medida que se aproxima a Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos parecem determinados a adicionar uma nova camada de emoção ao torneio: transformar a chegada das delegações numa prova de resistência digna de medalha olímpica — embora sem garantia de entrada.
O mais recente “competidor” foi o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, selecionado pela FIFA, mas desclassificado ainda na fase preliminar — também conhecida como controlo de fronteira — apesar de apresentar visto válido. A justificativa oficial foi a habitual “verificação de segurança”, um conceito tão flexível que já rivaliza com o fora de jogo nas suas múltiplas interpretações.
Não foi um caso isolado. O avançado iraquiano Aymen Hussein protagonizou uma maratona burocrática de sete horas, após ser confundido com alguém que, presumivelmente, também gosta de futebol — ou simplesmente partilha um nome inconveniente. Já um fotógrafo da mesma delegação foi impedido de entrar, talvez por suspeita de captar imagens não autorizadas… como golos.
Outras seleções também entraram na competição antecipadamente. Jogadores do Senegal foram submetidos a revistas ainda na pista, numa experiência imersiva que combina turismo, segurança e um toque de reality show. A delegação do Uzbequistão, por sua vez, participou numa atividade interativa com cães farejadores e detetores de metal, reforçando o espírito de equipa e a adrenalina pré-jogo.
As autoridades norte-americanas garantem que todos os visitantes são tratados de forma igual. Coincidentemente, essa igualdade tem sido mais frequentemente experimentada por países africanos, árabes e asiáticos, enquanto seleções de outras regiões parecem beneficiar de uma espécie de “via verde futebolística” — ainda não oficialmente reconhecida, mas aparentemente eficaz.
Especialistas sugerem que, se o padrão continuar, a FIFA poderá considerar a introdução de novas regras: cartões amarelos por atrasos na imigração, penáltis por excesso de perguntas e, em casos extremos, prolongamento no aeroporto.
Até ao momento, a FIFA mantém-se em silêncio, possivelmente à espera de passar também pela imigração antes de comentar.
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