“Chega” critica gastos no novo logótipo da Madeira

O partido “Chega” considera, em comunicado de imprensa, que a recente apresentação do logótipo que representa a Madeira, a fim de promover a ilha e atrair mercado turístico, está a causar mal estar a muitas pessoas, porque a imagem escolhida “não transmite a sensação de inclusão que foi solicitada” e “pelos valores apresentados, trata-se de um esbanjamento dos dinheiros públicos”.

“Numa altura em que os destinos turísticos irão batalhar entre si na reabertura dos mercados, o governo regional apresenta esta imagem que até os próprios portugueses têm alguma dificuldade em ler e compreender o que está escrito. Segundo os princípios da comunicação, uma imagem não deve ser facilmente compreendida pelo público, sem ruído e de forma simples?”, questiona o Chega.

Este partido diz que, “sendo o único partido de direita a fazer oposição ao PSD, visto que outros preferiram um “casamento sem amor” e abdicaram desse papel, não poderia deixar de se colocar ao lado da população e dos seus interesses”.

“No total foram gastos cerca de 600 mil euros neste logotipo e serão gastos perto de um milhão de euros na sua promoção. Não somos contra o investimento nem contra a promoção turística da nossa ilha, bem sabemos a importância do turismo na nossa região mas somos contra este desgoverno e esta falta de rigor financeiro”, pronuncia-se esta estrutura política.

“A solução poderia partir de um concurso de ideias aberto às empresas que pretendiam participar, dar as diretrizes necessárias e selecionar a que mais se adequa e partir da ideia dessa empresa, contratando-a para efetuar o projeto. Ou então , com a quantidade de técnicos superiores na função pública, não existe pessoas especializadas em marketing, design e comunicação para concretizar este projeto?”, questiona.

O partido aponta ainda que a empresa em questão já formalizou contratos no valor de mais de 825.000,00€ com entidades públicas regionais, sempre como ajuste directo. 2Porque se insiste em adjudicamentos por ajuste direto? Querem beneficiar quem? Não seria preferível usar uma verba bem inferior mas bem direcionada para a promoção turística e canalizar o restante da verba noutra áreas que estão igualmente carenciadas?”, pergunta-se.