Rui Marote
O Palácio de São Lourenço tem sofrido de um sério problema de formiga branca nos telhados, e as obras necessárias são mais do que caras. Este edifício está classificado como Monumento Nacional; a classificação jurídica foi estabelecida pelo governo português através do Decreto n.º 32.973, de 18 de Agosto de 1943. Localizado no centro do Funchal, combina uma fortaleza militar dos séculos XVI e XVII com um palácio residencial. Actualmente, funciona como residência oficial do Representante da República para a Região Autónoma da Madeira. Neste momento o seu inquilino é o recém-empossado juiz desembargador Paulo Barreto.
Como dizíamos, a “formiga branca” apoderou-se das estruturas dos tectos de madeira e começou a mastigar. Uma verdadeira praga destrutiva. O anterior Representante da República alertou durante anos para a situação mas o Património Cultural fez “ouvidos de mercador” e ignorou durante muito tempo o alerta.
As obras de conservação e reabilitação no Palácio de São Lourenço começaram em Agosto de 2025 e têm conclusão rigorosamente prevista para 31 de Agosto de 2026. O projecto é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da Cultura.
Está prevista a a recuperação total das estruturas de madeira das coberturas e dos tectos trabalhados dos salões nobres. Devido à gravidade das infiltrações, foi instalado um telhado provisório para protecção, durante os trabalhos. Procede-se à reparação ou substituição de todas as caixilharias exteriores do edifício, e à consolidação definitiva da cúpula da guarita do baluarte norte, além da instalação de redes de água, saneamento, electricidade, telecomunicação, segurança contra incêndios e um plano de acessibilidades que inclui um novo elevador para o andar nobre.
O custo inicial da empreitada aumentou em 27% (cerca de meio milhão de euros adicionais), ultrapassando os 2 milhões de euros. O acréscimo verificou-se devido ao estado de degradação descoberto nos tectos e coberturas, que exigiu trabalhos técnicos complementares complexos.
O Funchal Notícias, embora seja leigo nestas matérias interroga-se: a cobertura do telhado (ver foto) estende-se desde a zona militar até ao palácio. Mas a intervenção só ocorreu na área do Palácio. A última intervenção na área militar já foi feita há anos. As térmitas só se alimentam da celulose (madeira) da zona civil? Em gíria militar costuma-se dizer que chuva civil não molha militar: faz ricochete e molha o civil… Ora, é legítimo pensar que se a intervenção não foi feita em toda a área do telhado, a legião dos térmitas vai voltar “atacar” porque tem nova alimentação disponível… ?!? Ou não será? Não serão a área militar e a área civil “filhas do mesmo pai”?
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