Estepilha! Regressámos aos anos sessenta

Rui Marote
O Estepilha nem queria acreditar nesta “cena” que nos fez regressar aos anos sessenta.
O Funchal dessa época vivia o fenómeno dos emigrantes com rádios portáteis concentrava-se nos principais pontos de chegada e de encontro social da capital madeirense.
A cidade vivia uma atmosfera única de transição entre o isolamento e a modernidade. O cais do Funchal ponto de desembarque  dos navios carregados de emigrantes onde os rádios começavam a tocar assim que as pessoas pisavam terra firme.
O coração comercial da cidade, onde o som das músicas da Venezuela  ou da África do Sul se misturavam com o pregão dos vendedores de fruta e flores. Nos locais de passeio ao domingo ,exibiam os aparelhos modernos aos ombros enquanto se convivia com a população local.
As músicas que ecoavam nos rádios portáteis eram uma mistura vibrante de ritmos latinos e os grandes sucessos da canção ligeira portuguesa.
Ritmos latinos contagiantes como o Rumba, o Mambo, a Salsa e o Merengue animavam as ruas do Funchal.
Hoje o Funchal viveu para espanto de alguns o reaparecimento da música transportada em alto som. Uma jovem com uma indumentária de praia e uma coluna de som em alta vós exibia-se em frente ás vitrinas das casas comerciais mas a musica era outra … Fica este registo fotográfico a cidade começa a ser animada às primeiras horas do dia.

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