AF!
O secretário do Ambiente e Turismo garante que está tudo tranquilo nos percursos, até porque, segundo a contagem oficial, passam por lá no máximo 50 pessoas por hora — ou seja, mais ou menos o equivalente a um passeio de domingo com direito a mochila, telemóvel e vontade de tirar fotografias. Já o Governo Regional assegura que está tudo controlado, enquanto o IFCN resolveu lembrar, com toda a delicadeza possível, que a freira-da-madeira não aprecia plateias nem aplausos durante a nidificação.
A natureza está em modo “não incomodar”, e os visitantes são convidados a fazer turismo com o volume no mínimo, os pés nos trilhos e o ego fora do habitat. Afinal, esta ave raríssima já tem bastante trabalho a chocar o futuro sem precisar de comentários, selfies ou excursões em regime de entrada livre no quarto de dormir.
Não seria mais indicado diminuir o número de pessoas que passam pelo percurso? Melhor ainda, na época da reprodução fechar o percurso?
Mais informação no site do projeto: https://www.lifepterodromas-ifcn.pt/
Pterodromas do arquipélago da Madeira – IFCN
Atlas das Aves Marinhas – Freira-da-Madeira
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