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A deputada socialista Silvia Sousa Silva criticou publicamente, na sua página de Facebook, o enquadramento urbanístico do projeto do teleférico do Curral das Freiras, na Madeira, sustentando que o primeiro parecer da Câmara Municipal de Câmara de Lobos apontava para a inexistência de compatibilidade com o PDM em vigor.
Na publicação, a parlamentar recorda que o município terá considerado que a proposta “não tem enquadramento” nos usos permitidos para as diferentes classes de espaço abrangidas pelo traçado do projeto, nomeadamente em áreas de solo rústico classificadas como espaços florestais mistos, espaços naturais e, noutro ponto, espaços naturais de elevado valor natural. No caso da estação prevista para o centro do Curral das Freiras, a deputada sublinha ainda que a intervenção se insere em solo urbano classificado como espaços centrais 2.
Silvia Sousa Silva argumenta que, face a esse entendimento inicial, resta agora aguardar o novo parecer e perceber em que medida este poderá divergir do primeiro, de forma a permitir o avanço da obra. A socialista vinca também o peso da contestação pública ao projeto, referindo que, durante a consulta pública, apenas foi registado um parecer favorável de um cidadão, enquanto a maioria das exposições apresentadas por particulares, organizações não governamentais e partidos políticos terá sido desfavorável.
A deputada termina com uma crítica política, sugerindo que, quando um projeto encontra obstáculos no planeamento territorial, a solução acaba por passar pela alteração ou suspensão do PDM.
O teleférico do Curral das Freiras tem sido um dos projetos mais controversos em discussão na Madeira, precisamente pela tensão entre objetivos de desenvolvimento turístico e condicionantes ambientais e urbanísticas.
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