Estepilha, grupos de folclore a actuar para ruas ainda vazias no Funchal…

Rui Marote
Investir dinheiro público em cultura e tradição é essencial, mas quando algo falha na organização. a sensação é exactamente a de “dinheiro público mal gasto”. Esta manhã, ainda o comércio não tinha aberto as portas e já grupos de folclore actuavam na Praça Amarela, Avenida Arriaga e Rua da Carreira. A iniciativa pode ser positiva, mas expõe uma clara falta de retorno (cultural e económico) por erros estratégicos de planeamento.
Pretende-se transformar o Funchal num palco para a criação artística  com a realização da segunda edição do ENSEADA- Festival de Artes do Funchal, com financiamento da União Europeia. A iniciativa está a decorrer desde o passado dia 17 e finaliza hoje dia 19.

A iniciativa representou um investimento de 197 mil euros e pretende reforçar a oferta cultural da cidade, promovendo o encontro entre artistas, estruturas culturais e públicos.

Mas pôr os grupos a actuar quando as ruas ainda estão vazias e o comércio não abriu? Os membros dos grupos de folclore dedicam tempo, ensaios e esforço para manter viva a cultura. Actuar para “meia dúzia de pessoas ” gera desmotivação e desvaloriza o trabalho e o brio destes artistas, que merecem praças cheias e palcos dignos.


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