CDS defende “valorização do trabalho e aumento dos rendimentos”

O CDS-PP Madeira reafirmou hoje o seu compromisso com a valorização do trabalho e o aumento dos rendimentos na Região Autónoma da Madeira, considerando o que a política laboral não se deve esgotar na subida do salário mínimo, mas abranger toda a escala salarial e o tecido empresarial.

As declarações foram feitas por Miguel Correia, vogal da Comissão Política Regional do CDS-PP Madeira, que destacou como bandeira do partido a premissa de que “trabalhar tem de compensar”.

Após a inclusão no programa de governo do aumento do salário mínimo regional para 980 euros em 2026 (mantendo-se como o mais alto do país) e do objectivo de atingir os 1050 euros em 2027 e 1200 euros até ao final da legislatura, o partido aponta para a necessidade de ir mais longe.

“Não basta subir o primeiro degrau; é preciso subir a escala salarial”, apontou Miguel Correia, referindo-se aos trabalhadores que auferem acima do salário mínimo, com anos de experiência, qualificações e responsabilidade. O dirigente salientou a importância de defender a classe média, considerada o “pilar da nossa sociedade”, defendendo que os salários devem crescer acima da inflação para assegurar um aumento efectivo do poder de compra das famílias.

Na perspectiva do CDS-PP, a melhoria das condições salariais é indissociável da competitividade e do crescimento do tecido empresarial.

“Não queremos colocar trabalhadores contra empresários. Queremos empresas fortes, competitivas e capazes de pagar melhores salários aos seus funcionários”, afirmou o centrista.

Apesar das vantagens fiscais já existentes na Região, nomeadamente ao nível do IRC, Miguel Correia sublinhou que é fundamental continuar a apoiar o crescimento e o investimento das empresas, sobretudo das de menor dimensão.

O princípio deve estender-se também à Administração Pública, promovendo a valorização dos seus quadros.

“Queremos uma Região Autónoma da Madeira onde quem trabalha possa viver melhor, quem se esforça possa progredir e quem investe possa criar mais emprego e melhores salários. Trabalhar tem de compensar, qualificar tem de compensar e criar uma empresa também tem de compensar”, concluiu Miguel Correia.


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