O vereador do PS na Câmara Municipal do Funchal veio acusar a autarquia de estar a criar novas barreiras arquitetónicas na cidade, levando a potenciais situações de perigo para pessoas com mobilidade reduzida e, mais grave ainda, para cidadãos invisuais.
Rui Caetano diz-se preocupado relativamente à recente intervenção realizada no espaço público no centro urbano, concretamente a colocação de rebordos elevados em pedraria em redor das caldeiras das árvores na rua dos Ferreiros e, possivelmente, noutros arruamentos da cidade.
Para o socialista, esta opção do executivo camarário “constitui um atentado claro à mobilidade, à segurança e à acessibilidade inclusiva na cidade”. “Ao criar obstáculos salientes no meio da via pedonal, a autarquia está a introduzir perigosas barreiras arquitetónicas que dificultam o quotidiano dos nossos cidadãos, em particular dos idosos, das pessoas com mobilidade reduzida e, de forma muito grave, das pessoas cegas ou com deficiência visual profunda, para as quais estes desníveis abruptos representam um risco real de queda e tropeçamento”, alerta.
Rui Caetano promete levar este assunto ao executivo na próxima reunião camarária, questionando se este tipo de solução cumpre o espírito e a letra da legislação vigente em matéria de acessibilidade nos espaços públicos urbanos. “É manifestamente contraditório e incompreensível que a Câmara Municipal do Funchal assine protocolos e estratégias conjuntas com associações de apoio a pessoas com deficiência visual, com o objetivo de retirar barreiras arquitetónicas e melhorar a circulação pedonal, para depois, na prática, construir e multiplicar precisamente novas barreiras no coração da cidade”, refere o autarca socialista.
No entender do vereador do PS, existem alternativas viáveis, modernas e seguras que deveriam ter sido adotadas, tais como a instalação de grelhas e estruturas metálicas de proteção niveladas pela cota do piso, sem qualquer elevação. “Essa, sim, seria uma intervenção sensata, que permitiria a protecção das árvores, sem comprometer a circulação contínua, segura e verdadeiramente acessível a todas as pessoas”, refere Rui Caetano, adiantando desde já que irá propor que o executivo camarário reavalie com urgência este projeto e proceda à correção destas estruturas, “em prol de um Funchal verdadeiramente inclusivo e seguro para todos”.
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