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Um jovem brasileiro de 24 anos, estudante natural de São Paulo, residente em Portugal desde 2025 e com autorização de residência até 2029, foi constituído arguido pela Polícia de Segurança Pública (PSP), no Porto, suspeito de ter incentivado publicamente um ataque à residência do primeiro-ministro, Luís Montenegro. O suspeito ficou sujeito a Termo de Identidade e Residência (TIR), após ter sido detido no passado domingo.
Segundo fonte policial citada pela agência Lusa, o jovem terá proferido, durante uma intervenção numa acampada na Praça D. João I, no Porto, um discurso em que apelava à descoberta da morada do primeiro-ministro e ao lançamento de um tijolo contra a sua casa. As declarações, difundidas em vídeo, levaram a PSP a abrir um inquérito por suspeita de instigação pública a um crime.
O homem foi identificado e intercetado no Porto, tendo depois sido conduzido às instalações da Divisão de Investigação Criminal da PSP. Após interrogatório, foi constituído arguido e ficou sujeito a TIR, uma medida processual que o obriga a manter-se localizável e a comparecer perante as autoridades sempre que solicitado.
O caso está agora a ser investigado pelo Ministério Público, que terá de apreciar se os factos reunidos justificam o acusamento do suspeito. Até decisão judicial, o jovem beneficia da presunção de inocência.
A nacionalidade brasileira do arguido tem sido destacada em parte do debate público, com apelos à sua expulsão do país. Contudo, em Portugal, a eventual expulsão de um cidadão estrangeiro constitui um procedimento autónomo, decidido pelas autoridades competentes e sujeito a lei, não resultando automaticamente de uma detenção ou de uma constituição como arguido.
O incidente ocorre num contexto de tensão em torno das acampadas pelo direito à habitação no Porto, onde têm sido registadas várias intervenções policiais. O Governo já veio afirmar que os incumprimentos das regras de convivência e de segurança terão consequências.
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