A CDU levou dois grupos de munícipes à reunião pública da Câmara Municipal do Funchal para confrontar o executivo com dois graves problemas de acessibilidade que se arrastam há longos anos: a urgente necessidade de construção de uma estrada no Ribeiro Lavadouro, na freguesia de Santo António, e outra na Rua do Cabeço de Ferro, na freguesia de Santa Maria Maior.
Perante a forte presença popular e a memória reavivada aos vereadores sobre estas justas e fundamentais reivindicações, a vereação foi forçada a prestar esclarecimentos, descrevem os comunistas.
No que respeita à estrada do Ribeiro Lavadouro, o executivo camarário acabou por reconhecer a pertinência da exigência, afirmando que o processo do início da obra vai avançar, mas que ainda não está contemplado no orçamento, porque dizem estar a negociar com as populações quanto à questão da execução das mesmas.
“No entanto, as populações e a CDU não se ficam por promessas ou lindas palavras proferidas pela vereação, é necessário que esta obra passe a estar contemplada com verbas no Orçamento da Câmara, o que ainda não está, e que de uma vez por todas se comece a construir a tão prometida e esperada estrada. Os moradores deixaram claro que não desarmam nem baixam os braços, mantendo-se vigilantes e mobilizados até que a obra saia do papel”, descreve a CDU.
“Diferente foi a postura em relação à justa reivindicação da Rua do Cabeço de Ferro. Perante esta reivindicação, a vereação manteve-se intransigente e de costas voltadas para os residentes, alegando que é impossível construir esta acessibilidade tão necessária para a qualidade de vida de quem ali habita. Para a CDU, esta resposta é inaceitável e revela uma contínua desvalorização das necessidades básicas das populações”, prossegue a nota à imprensa.
A CDU promete “continuar firmemente na linha da frente, lado a lado com o povo, lutando por soluções reais e exigindo que o Funchal seja um concelho onde valha a pena viver, com coesão territorial e investimento justo em todas as localidades, e especialmente nas zonas altas”.
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