O ADN – Madeira veio questionar a Presidência e Vice-Presidência da Câmara
Municipal do Funchal para o custo das 12 passadeiras “sobre-elevadas” anunciadas a 23 de Julho pela autarquia e confirmadas no mês passado para os órgãos de comunicação social com os respectivos custos. “As mesmas devem ser implementadas em várias zonas do Funchal pela “módica” quantia de … 400.000€”, espanta-se o partido.
O ADN diz nada ter contra a medida em causa, pois a mesma visa a segurança
dos munícipes, mas considera estranho que cada passadeira tenha um custo de cerca 33.000€ cada, quando uma tonelada de alcatrão ronda os 120€ + IVA.
“Ou seja, mesmo que para uma passadeira sejam necessários 10 toneladas de alcatrão, o custo desse material rondaria os 1.200€ + IVA, se juntarmos a tinta, a mão de obra de um dia de trabalho e o uso das respectivas máquinas necessárias, custa-nos a crer que atinja os 33.000€ previstos”, refere a informação do ADN.
“O ADN – Madeira dá como exemplo esta “pequena” empreitada, mas seguramente muitas mais funcionam desta forma leviana de lidar com o dinheiro público, razão pela qual é necessário e urgente uma verdadeira oposição política que verifique estas situações “à lupa”, pois estimamos que para esta obra 100.000€ bastariam e até sobrava para as tais zonas “Kiss & Ride”, o que nos leva a questionar para onde foram os outros 300.000€ de excedente??”
Outra questão apontada pelo partido, a bem da transparência e seriedade é, quem ganha estas adjudicações? “Todos nós sabemos que à semelhança do cimento, o alcatrão também está monopolizado na RAM num esquema empresarial estilo … cartel”, afirma o partido.
“Os madeirenses e portosantenses têm de deixar de pensar como muitas vezes ouvimos … “desde que dê para mim tudo bem, não me importa o que eles façam”, pois é por essas e por outras que a nossa RAM é conhecida pelas suspeitas de corrupção, tráfico de influências e compadrio nas autarquias e governo regional. É tempo de começarmos a pensar no melhor para a nossa sociedade e futuras gerações, questionando decisões duvidosas e impedindo que um grupo de pessoas enriqueça à custa do erário público, enquanto uma grande parte da população que assobia para o lado tenta sobreviver numa RAM ao nível dum Dubai ou Mónaco”, refere a nota enviada às Redacções.
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