PTP quer maior integração dos cidadãos seniores nas políticas regionais

O PTP emitiu um comunicado dizendo: “Assistimos nos últimos tempos a desenvolvimentos nas políticas de longevidade regional, com alguma atenção e focados que estamos, em políticas implementadas com segurança, qualidade, em respeito absoluto pela ética e a deontologia associada às profissões na saúde e no social, se bem que atentos também estamos aos eventuais acordos com privados e aos “negócios” que podem desvirtuar e alterar o foco na qualidade e no respeito integral pelos direitos dos nossos seniores”.

O partido promete: “Estivemos atentos, e continuamos a estar, quando se constatou alguma tensão no Governo Regional, quando a Direcção Regional para as Políticas Públicas Integradas e Longevidade, mudaram de tutela, da Secretaria Regional da Inclusão Social para a Secretaria da Saúde e Protecção Civil”.

“Uma esgrima entre secretarias regionais, pelo controlo das políticas de longevidade e seus investimentos, pois estamos atentos aos ajustes diretos, e aos contratos com uma privada, em que o dedo e o foco nas altas problemáticas existentes no hospital público, justificam um cuidado focado mais na protecção do idoso, seja ele dependente ou ainda autónomo, julgamos que a prioridade será sempre garantir uma assistência no seu habitat habitual, junto da sua família e no seu domicílio habitual”, denuncia.

“Houve a conveniente aprovação do Decreto Regulamentar Regional nº 9/2021/M de 27 de agosto, que fez mudar de tutela, com a justificação da tutela da saúde, de que a “Saúde é o ativo económico mais importante para uma longevidade positiva e o ecossistema da saúde representa o contexto, mais favorável, para a definição, a condução, e a implementação de abordagens inovadoras”, lembram os trabalhistas.

“Posto isto e focados em inovação, o PTP atento á ultima entrevista da catual Directora Regional para as Políticas Públicas Integradas e longevidade, alerta para o foco num sistema que consiga integrar familiares, representantes legais e até utentes, na participação de alguma forma a regulamentar por Decreto Regulamentar Regional, nem que seja uma participação como observadores: as IPSSs, os lares privados e públicos, têm de estar abertos a esta colaboração participativa, em nome da transparência e de acordo, com a devida supervisão na boa aplicação de dinheiros públicos, que aos milhões são atribuídos a estas instituições, assim como na prevenção de desvios a contratos programa e a uma monitorização adequada da qualidade e das normas a que estão sujeitas”.

“Quando o Governo Regional quer, sabe aproveitar o poder legislativo, assim o PTP, recomenda que o utilize para possibilitar o que de seguida se recomenda também, mas com foros de lei.

A participação dos utilizadores e seus representantes legais na gestão das unidades séniores pode trazer muitos benefícios, incluindo:

1-Melhor comunicação: Os utilizadores e seus representantes legais podem fornecer feedback valioso sobre a qualidade dos serviços prestados e as necessidades dos residentes. A inclusão de um órgão que os represente pode facilitar a comunicação entre a administração e os residentes, melhorando a qualidade dos serviços prestados.

2-Melhoria na qualidade de vida: Quando os utilizadores e seus representantes legais têm a oportunidade de participar na gestão destas unidades, podem ajudar a criar um ambiente mais confortável e acolhedor para os residentes. Isso pode melhorar a qualidade de vida dos residentes e aumentar sua satisfação com os serviços prestados.

3-Maior transparência: A participação dos utilizadores e seus representantes legais na gestão da residência sênior pode aumentar a transparência e a prestação de contas da administração. Isso pode ajudar a garantir que a residência sénior seja gerida de forma justa e eficiente.

Assim, recomendamos ao governo regional, que tenha presente estes cuidados, já que o foco deve incidir sobre as pessoas, e não apenas no mero negócio comparativo, entre despesas em altas problemáticas num hospital e numa unidade privada de acolhimento de seniores”, refere o PTP.


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