PTP repudia “décadas de isolamento” e exige ligação ferry para continuidade territorial

Quintino Costa

O PTP veio hoje expressar a sua preocupação e em simultâneo repudiar “as décadas de
isolamento e exploração de um povo, sendo a ligação ferry entre os arquipélagos, Portugal
Continental e resto da Europa inadiável”.

De acordo com os trabalhistas, o monopólio e o “contrato por ajuste especial” existem, é doloso para a RAM e o seu desenvolvimento como Região marcada pela sua localização ultra-periférica.

Hoje não se apostar na continuidade territorial, é tão trágico como ridículo, sentencia este partido.

“A RAM é o paraíso de vários monopólios, mas o que mais prejudica a RAM e nos torna prisioneiros no Atlântico, é a política de transportes/ligações marítimas, trágica num país com um historial de descobrimentos e cada vez mais apostado em investir no mar, um contra senso”.

Daí que o PTP Madeira defenda que seja retomada urgentemente a linha marítima, como o PS e
PSD prometeram, promovendo o desenvolvimento dos arquipélagos, “revertendo políticas de
Alcatraz e de isolamento”.

“Urge desmontar “sonsices” e monopólios, e libertar a RAM, rumo ao seu crescimento e desenvolvimento, assim como dispensamos gente, que se apropria de serviços de interesse público, que a Constituição reza como direito inalienável e de superior interesse público em garantir”.

“Urge também nos vermos livres de políticos que governam e fazem disso um negócio para
favorecer grupos e amigos”, conclui o PTP, num comunicado assinado por Quintino Costa.