Estepilha: Marcelo agradece aos perdedores, está tudo “de canelas para o ar”…

Rui Marote
Estepilha, n’Os Lusíadas, aquele livrinho de capa vermelha e de letras doiradas com que contactei no primeiro ano do Liceu, era meu professor Alfredo Ferreira de Nóbrega, o objectivo era cantar a Pátria, a história de Portugal, os “feitos da famosa gente” portuguesa. Hoje em Lisboa o Palácio de Belém não abriu portas para honrar feitos heróicos, mas o Presidente desloca-se à cidade do Futebol para agradecer aos derrotados de Sevilha.
Quando estava no atletismo, muitas vezes fui chamado ao pódio em segundo lugar para receber uma medalha: era o “primeiro derrotado”.
Na Assembleia Regional da Madeira tornou-se também habitual, antes da ordem do dia, os votos de louvor e congratulação para tudo e para nada. Há um dia para “cada santo”…
Há 500 anos, o português Fernão de Magalhães, ao serviço do rei de Espanha, efectuou uma “circum- navegação”. Portugal e Espanha propuseram-se comemorar esses 500 anos, o que, devido à pandemia, abortou, e o navio-escola Sagres teve de regressar, não completando a viagem.
Levou 500 anos para que os dois povos pudessem homenagear os seus heróis navegadores. Hoje temos heróis diários e não há comendas que cheguem para as encomendas… para actos tão heróicos.
Estamos a dois dias das comemorações do dia da Região. É sempre nessa data que o Governo Regional distribui condecorações. Aos novos heróis, o Estepilha endereça também os seus parabéns.
Entrertanto, uma nova condecoração surgiu na Região, para Miguel Albuquerque, a Cruz de São Jorge, medalha criada em Dezembro de 2000 pela Defesa Nacional – Estado Maior General das Forças Armadas que começou nos últimos anos agraciar altas figuras da Região.
Marcelo, neste interim, desloca-se à Cidade do Futebol(a que ponto isto chegou) para agradecer aos futebolistas. Não há medalhas, mas não faltarão as selfies bonitas e criativas para mais tarde recordar a derrota imposta pelos belgas…