O Bloco de Esquerda efectuou hoje uma acção de rua na baixa do Funchal, relacionada com as responsabilidades exigidas aos trabalhadores. O Bloco diz que a actual situação de pandemia e as dificuldades que se fazem sentir na economia obrigam os trabalhadores e as suas organizações representativas a cederem nos direitos e nas remunerações, a pretexto da crise, para salvaguardar os postos de trabalho. No entanto, avisa este partido, tudo o que cederem dificilmente será recuperado após esta conjuntura difícil. “A solidariedade que é exigida aos trabalhadores não encontra reciprocidade dos patrões nos tempos da fartura”, alerta o BE.
O dirigente regional do Bloco de Esquerda, Paulino Ascensão, disse na oportunidade que têm recaído sobre os trabalhadores exigências de solidariedade e de “responsabilidade”, para “flexibilizarem os tempos de trabalho, para flexibilizarem o rendimento e até para se disporem a trabalhar sem remuneração em muitas actividades”, alegadamente por causa da crise causada pela Covid-19.
“Nós queremos fazer um alerta”, disse Paulino Ascensão, que considerou que todas as cedências que forem feitas correm o risco de se tornarem permanentes. “Em particular quando se negoceiam Contratos Colectivos de Trabalho, acordos de empresas, tudo o que for cedido dificilmente será recuperado. É bom que se lembrem que nos tempos da fartura, não houve essa solidariedade por parte dos patrões, para com os trabalhadores”, exceptuando alguns casos pontuais.
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