Lopes da Fonseca elogia nova realidade política dos Açores, que considera “positiva”

O líder parlamentar do CDS, António Lopes da Fonseca, analisou a nova realidade política dos Açores numa conferência de imprensa na qual considerou que a mesma “abre portas a novos relacionamentos institucionais, quer a nível parlamentar, quer a nível dos dois governos das Regiões”.

“As duas Regiões Autónomas passarão a ter governos de coligação na área do centro de direita, o que vai permitir maiores convergências, sobretudo numa aproximação no aprofundamento de determinadas matérias, como a revisão da lei de finanças regionais, o aprofundamento da autonomia em termos dos próprios estatutos político-administrativos das duas Regiões Autónomas e, em particular, o aprofundamento em termos de matérias que estão pendentes há muitos anos”, afirmou.

Por outro lado, considerou que este novo caminho que se abre do governo que tomará posse já na próxima semana, que é um governo composto por três partidos – PSD, CDS e o PPM -, vai permitir um aprofundamento de outros assuntos pendentes, como o relacionamento institucional entre as duas Universidades ou os transportes, a área do Mar, o ambiente ou as as novas tecnologias.

Para Lopes da Fonseca, a nova realidade política açoriana “é positiva, não só para os Açores mas também para todos nós”. O CDS, afirmou, pretende que os Açores e a Madeira deixem de estar de costas voltadas, “como estiveram ao longo destes últimos anos”.

“Foram 24 anos de governação socialista. Uma governação absoluta, com um partido único”, acusou.

O CDS, salientando as vantagens democráticas de governos multipartidários, sublinha ainda que vai privilegiar o relacionamento institucional entre parlamentos.

“Iremos propor a criação de cimeiras parlamentares anuais entre a Madeira e os Açores e, no que concerne ao Grupo Parlamentar do CDS, iremos promover jornadas parlamentares entre o CDS Madeira e o CDS Açores, no sentido de aprofundarmos estas matérias que estão pendentes há muitos anos. Nomeadamente, a revisão de finanças regionais, o aprofundamento da autonomia em termos dos próprios estatutos político-administrativos e, em particular o aprofundamento de áreas específicas como a economia, os transportes, o turismo, a Universidade da Madeira e, também, áreas relacionadas com o Mar”, prometeu Lopes da Fonseca.