O governante regional com a pasta da Economia este presente, esta sexta-feira, na cerimónia de apresentação pública das candidaturas finalistas às Novas 7 Maravilhas de Portugal 2026, iniciativa que conta com o apoio do Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Economia, e cuja gala final terá lugar na Região Autónoma da Madeira, no próximo dia 18 de Julho, refere uma nota.
A edição deste ano, dedicada ao património construído histórico e contemporâneo, integra 147 candidaturas finalistas a nível nacional, das quais 21 pertencem à Região Autónoma da Madeira, distribuídas pelas sete categorias a concurso: Castelos, Religião, História, Grandes Obras, Arquitectura do Século XX, Arquitectura do Século XXI e Turismo.
Na oportunidade, o governante referiu o significado da expressiva representação madeirense nesta edição do concurso, considerando que a presença de 21 candidaturas da Madeira e do Porto Santo constitui “um sinal da nossa história de 600 anos, daquilo que fomos capazes de fazer, do património edificado existente, mas também daquilo que fomos capazes de construir após a conquista da autonomia, há cinquenta anos”.
José Manuel Rodrigues mencionou ainda a diversidade e relevância do património regional presente entre os finalistas, desde monumentos históricos e religiosos a grandes infraestruturas e obras contemporâneas de referência.
O secretário regional da Economia realçou a importância patrimonial e cultural de candidaturas como a Sé do Funchal e o Convento de Santa Clara, considerando que estes espaços “mostram à população da Região, mas também a todos os que nos visitam, a qualidade da nossa arquitectura de há 500 anos”, reflectindo igualmente o legado artístico e histórico associado ao ciclo do açúcar e às ligações comerciais e culturais estabelecidas com a Flandres.
Entre as 21 candidaturas madeirenses encontram-se o Forte de São João do Pico, a Fortaleza de São Tiago e o Forte de Nossa Senhora do Amparo, na categoria Castelos; o Teleférico da Rocha do Navio, o Porto de Abrigo do Porto Santo e o Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo Madeira, em Grandes Obras; e ainda as Casas de Colmo, o Colégio dos Jesuítas e o Palácio de São Lourenço na categoria História.
Na área da Religião figuram, além da Sé do Funchal e do Convento de Santa Clara, a Igreja Matriz de São Jorge. Já na Arquitetura do Século XX surgem o Palácio da Justiça, o Centro de Congressos da Madeira e o Mercado dos Lavradores, enquanto na Arquitetura do Século XXI estão nomeados o MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, o Centro Cultural e de Congressos do Porto Santo e o Fórum Machico.
Em Turismo, a Madeira apresenta igualmente várias candidaturas, entre as quais o Jardim Monte Palace Madeira, a Levada do Caldeirão Verde e as Piscinas Naturais do Seixal.
José Manuel Rodrigues entende que a realização da gala final na Madeira representa “mais uma oportunidade de afirmação e de promoção da Madeira no todo nacional”, salientando que o evento proporcionará “quatro horas de televisão realizadas na Madeira para todo o país”.
Foi, aliás, nesse enquadramento que a Secretaria Regional da Economia decidiu apoiar o projecto desde a primeira hora. O governante recordou que a iniciativa, criada há duas décadas, “esteve parada” durante vários anos, encontrando-se agora “recuperada com uma grande adesão dos municípios e das regiões turísticas portuguesas”.
A realização da gala final das Novas 7 Maravilhas de Portugal na Madeira insere-se numa estratégia de projeção externa da Região e de valorização dos seus ativos económicos, culturais e turísticos, assumindo-se como um instrumento de promoção territorial com expressão nacional e internacional, coadunando-se com os objetivos estratégicos da Secretaria Regional de Economia, designadamente no reforço da notoriedade da Região Autónoma da Madeira enquanto destino de excelência, competitivo e diferenciador.
Para além da dimensão promocional, a realização de uma produção televisiva de grande escala na Região gera um impacto económico direto em diversos sectores de actividade, através da mobilização de equipas técnicas e artísticas e da contratação de serviços nas áreas do alojamento, restauração, transportes e fornecimento de bens e serviços, contribuindo para a dinamização do tecido empresarial regional e para a criação de novas oportunidades económicas.
Paralelamente, a ampla difusão mediática do programa, incluindo a sua presença em plataformas digitais, constitui um importante veículo de promoção e internacionalização dos produtos, serviços e marcas da Madeira, potenciando igualmente a atracção de investimento para a Região, justifica o Governo Regional.
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