
A companhia “Dançando com a Diferença” viu ser-lhe atribuído um Voto de Louvor da Câmara Municipal do Funchal pelos seus 25 anos “de percurso artístico e cultural”, pela sua “actividade no âmbito da criação, produção e difusão de espetáculos de artes performativas, enaltecendo a valorização da dança na dinamização cultural do Funchal”.
O Voto de Louvor, submetido pelo presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, e aprovado por unanimidade pela edilidade, realça a origem do projecto, que nasceu na capital madeirense em 2001 e desenvolveu o conceito de dança inclusiva.
Sob direcção artística de Henrique Amoedo, criador do conceito de dança inclusiva em Portugal, “a Dançando com a Diferença ganhou reconhecimento internacional pelas suas actuações que desafiam os limites do corpo”, diz uma nota.
“Desenvolve uma estética única, uma atmosfera artística e social extraordinária com o objectivo de mudar a perceção do corpo e assim levar à evolução das concepções em torno das criações artísticas que envolvem pessoas com deficiência”, pode ler-se ainda no ofício. Além disso, esta distinção recorda o impacto da Dançando com a Diferença no mundo da dança contemporânea através da colaboração com vários artistas conceituados que tiveram o seu
primeiro contacto com a dança inclusiva através da companhia.
“Estes artistas incluem Henrique Rodovalho, Clara Andermatt, Paulo Ribeiro, Rui Horta, Rui Lopes Graça, Tânia Carvalho, La Ribot, Patrick Murrys, Vera Mantero, François Chaignaud e Marlene Monteiro Freitas.”
A Câmara Municipal do Funchal realça ainda as mais de 40 criações artísticas apresentadas em mais de 25 países e 70 cidades, perante mais de 250 mil espectadores, bem como os cerca de 30 mil participantes em formações de dança, “conseguindo modificar a imagem social das pessoas com deficiência”.
Por fim, a edilidade alude ao Prémio do Plano Nacional das Artes, recebido em 2024, como um “reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido na democratização da arte e na transformação social”.
“A Dançando com a Diferença continua a ser um exemplo de inovação e perseverança, destacando-se pela sua capacidade de influenciar positivamente o panorama artístico e social em Portugal e a nível internacional”.
Henrique Amoedo diz que este Voto de Louvor representa “um reconhecimento público de um percurso de 25 anos que tem procurado afirmar a criação artística contemporânea como instrumento de participação cultural, inclusão e coesão social”.
O director artístico da Dançando com a Diferença acrescenta que esta distinção “valida um modelo de intervenção assente na articulação entre criação, programação, mediação e formação, promovendo o exercício efetivo dos direitos culturais e o acesso à fruição e à prática artística por parte de públicos tradicionalmente sub-representados”.
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