
A casa onde viveu no Caniço a prestigiada artista madeirense Lourdes Castro está à venda por quatro milhões e cem mil euros, e o assunto já atraiu a atenção da comunidade cultural insular e da comunicação social madeirense, que já veio abordar o assunto.
O anúncio colocado na plataforma “Idealista”, via Sotheby’s, enaltece o valor patrimonial da casa.
“A casa de Lourdes Castro, localizada no Caniço, Madeira, é um espaço que vai além de um simples lar, é um testemunho vivo da sua arte e da sua visão. Este refúgio, com vista para o mar e para as Ilhas Desertas, foi projetado por ela e pelo seu companheiro, o arquiteto Manuel Zimbro, transformado num lugar que reflete a essência do seu trabalho e da sua vida. A casa e o jardim são, para Lourdes, inseparáveis, formando uma extensão do seu processo criativo, e, ao longo dos anos, tornaram-se um espaço simbólico de pertença”, refere-se no anúncio.
“Lourdes via o jardim não apenas como um espaço exterior, mas como a sua “última obra de arte”, um lugar que ela cultivava com a mesma dedicação que aplicava em suas criações artísticas. A sua profunda ligação com a natureza e o ritmo da vida insular eram pilares fundamentais da sua obra. As duas grandes árvores que ela plantou, a quem chamava de “meus gladiadores”, tinham um significado especial: para Lourdes, elas eram como guardiãs da casa, uma representação da sua conexão simbólica com a natureza que a rodeava e que sempre esteve presente no seu trabalho. A casa deveria ser preservada como um museu, e o jardim, mantido como uma homenagem à sua arte, tal como os jardins de Monet em Giverny. A sua visão era de que ambos deveriam ser protegidos como uma expressão completa do seu legado, refletindo não apenas a sua ligação à natureza, mas também a simplicidade e a sabedoria que marcaram a sua trajetória artística. Lourdes Castro não foi apenas uma artista, mas uma mulher que soube integrar, de forma única, a sua vida e sua arte. A sua casa, com os seus espaços cuidadosamente pensados, e o jardim que ela tanto amava, são manifestações dessa harmonia entre a vida cotidiana e a criação artística. Ambos continuam a ser, hoje, testemunhos do seu legado: um lugar onde o amor pela arte e pela natureza se encontram, num ambiente de tranquilidade e beleza que sempre foi a sua inspiração. Esta magnífica propriedade, com quase 13.000 m², oferece uma área construída de 1.5, o que não só possibilita a melhoria da moradia que foi de Lourdes Castro, como também apresenta um grande potencial de construção. Com uma capacidade expansiva impressionante, a propriedade é ideal tanto para o desenvolvimento de empreendimentos turísticos quanto para a construção de moradias unifamiliares. O seu vasto espaço e a localização privilegiada tornam-na uma excelente oportunidade para quem busca criar um projeto de grande valor, respeitando a beleza natural que a rodeia”, conclui o texto.
O PS quis classificar a casa de Lourdes Castro no ano transacto, apresentando uma proposta para classificação governamental da mesma como imóvel de interesse público, e o JPP também desenvolveu esforços, entre outros partidos, mas no final, apenas estes dois partidos votaram favoravelmente a proposta, recorda o DN-Madeira.
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