Coreógrafo Rui Horta volta ao palco do Baltazar Dias como bailarino no espectáculo “VESPA”

No dia 18 de Outubro, às 21h00, o Teatro Municipal Baltazar Dias acolhe o espectáculo de dança VESPA, uma performance de Rui Horta, que marca o regresso aos palcos como bailarino. Ao longo dos últimos anos, o artista tem trabalhado apenas como coreógrafo.

“Vespa” é uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos porque nos coibimos de cumprir. Na dupla condição de voyeur, a do outro e a de si próprio, o público compõe o tétris do personagem em cena, desafiando a sua própria concepção do registo público e privado.  Este solo é uma possibilidade, uma fractal, marca fugaz. Rui Horta é um veterano selvagem. Só essa condição lhe permite, hoje, a ousadia e a obstinação de voltar ao palco após 30 anos de ausência.
Ou é, ou não é. Então, que seja. Que haja luz, fogo, dor e, sobretudo, corpo. Que haja um raio que ilumina e destrói. Mas que haja. Que seja. Uma vespa dentro da cabeça, um zumbido a roer o pensamento”, refere um texto alusivo ao espectáculo.

Nascido em Lisboa em 1957, Rui Horta começou a dançar aos 17 anos nos cursos de bailado do Ballet Gulbenkian, tendo posteriormente vivido vários anos em Nova Iorque, onde completou a sua formação e desenvolveu o seu percurso de intérprete e professor. Em 1984 regressou a Lisboa, sendo um dos mais importantes impulsionadores de uma nova geração de bailarinos e coreógrafos portugueses. Ao longo da sua carreira recebeu importantes prémios e distinções tais como o Grand Prix de Bagnolet, a Bonnie Bird Award, o Deutsche Produzent Preis, o Prémio Acarte, o Prémio Almada, o grau de Oficial da Ordem do Infante, o grau de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, pelo Ministério da Cultura Francês.

Este espectáculo é uma produção do Espaço do Tempo com a Câmara Municipal do Funchal. Os ingressos custam 6€.