Antonoaldo Neves solicitou aos jornalistas e assistência que abandonassem o hemiciclo na ALRAM, onde decorre o inquérito à TAP

Fotos LR

A audição do presidente da TAP, Antonoaldo Neves, na Comissão Eventual de Inquérito à Política de Gestão da TAP face aos interesses insulares começou de forma bem pouco pacífica. Confrontado pelo deputado social-democrata Eduardo de Jesus, o CEO da transportadora aérea nacional começou logo por se mostrar pouco à vontade com os assuntos que lhe estavam a ser colocados, nomeadamente determinados dados que reputou de confidenciais, e que em seu entender não deviam ser discutidos em público, pois diziam respeito aos resultados de “uma empresa privada”, conforme se lhe referiu. Eduardo Jesus permaneceu irredutível na sua posição, insistindo em que as comissões parlamentares deste tipo servem precisamente para fazer perguntas, e questionou se a rota da Madeira serve para financiar outras rotas.

 

 

 

A troca de palavras e a frustração de que deu conta Antonaldo Neves, que lhe disse terem sido antecipadamente garantido que assuntos confidenciais não seriam discutidos em sede de comissão e perante a comunicação social, a assistência que enchia as bancadas e os demais convidados, levou a que o presidente da comissão, José Prada, dissesse ao CEO da TAP que teria de pedir à comunicação social que saísse e à transmissão dos trabalhos da comissão que fossem suspensos.

E foi precisamente isso que Antonoaldo Neves acabou por fazer, pedindo aos jornalistas que saíssem “por dois minutos” para poder responder, e que depois “voltariam” ao plenário onde decorre a sessão. O mesmo foi pedido à restante assistência e toda a gente acabou por vir para os corredores, para permitir ao presidente da TAP responder então com a privacidade que o mesmo considerou necessária.