Ministério do Ambiente apoia conservação de aves da Macaronésia

O Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, financia a conservação da natureza através de 16 projetos, num montante total que ultrapassa um milhão de euros.

Segundo uma nota de imprensa hoje divulgada, o LuMinAves – projeto de conservação de aves cujos parceiros na Madeira são a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza – é o único projeto regional que beneficiará deste fundo.

O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, preside esta quarta-feira, 19 de setembro, às 15 horas, no Largo da Senhora do Salto, em Paredes, à Cerimónia de Assinatura dos Protocolos do Fundo Ambiental no âmbito da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

A cerimónia conta, ainda, com a presença da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos.

Com os objetivos da melhoria do conhecimento e do estado de conservação do património natural e da biodiversidade do país, este aviso dirigido a Organizações Não Governamentais de Ambiente, Associações de Municípios e Comunidades Intermunicipais, registou 22 candidaturas, das quais 16 foram eleitas para financiamento, num montante total que ultrapassa um milhão de euros.

Na região, o LuMinAves, projeto que visa reduzir os efeitos nocivos da luz artificial sobre as populações de aves marinhas da Macaronésia, conta com um financiamento de 12.600 euros destinado ao apoio das ações desenvolvidas pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), entre as quais, o censo e seguimento de colónias de aves marinhas, a inventariação dos principais focos de poluição luminosa e ações de educação ambiental desenvolvidas por toda a região.

“Este apoio é fundamental para a conservação do património natural da Madeira. Num cenário de falta de verbas regionais, apoios como o Fundo Ambiental – apesar de pequenos considerando a magnitude das ações desenvolvidas – são cruciais para assegurar estes projetos em que os fundos europeus estão dependentes de cofinanciamento a nível local”, diz Cátia Gouveia, coordenadora da SPEA na Madeira.