PS sugere mais produções agrícolas nos parques empresariais

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O Partido Socialista-Madeira visitou, hoje, duas explorações agrícolas mecanizadas no Parque Empresarial da Calheta, uma das quais de produção em sistema de hidroponia.

Tratou-se de uma iniciativa inserida no âmbito do projeto “A Madeira que queremos”, que contou com a presença do candidato do partido às Eleições Regionais de 2019, Paulo Cafôfo, e que, tal como explicou a deputada Sofia Canha, teve em vista ter contacto direto com boas práticas em termos agrícolas nesta vertente empresarial.

Segundo uma nota de imprensa, na ocasião, a parlamentar socialista fez referência ao facto de os parques empresariais terem aberto a possibilidade de implantação de produção alimentar, mas só em 20% dos mesmos. «Constatamos, neste especificamente, que uma área substancial, que é a maior área do parque empresarial, está sem utilidade. Portanto, abrimos aqui a hipótese e a discussão de aumentar a área para implantação de produções deste tipo, sempre de forma sustentável», afirmou Sofia Canha.

Em relação às explorações visitadas, a deputada destacou a decisão dos empresários em terem feito estes investimentos, referindo que os mesmos têm sentido que vale a pena enveredar por esta vertente, uma vez que é um caminho que permite alguma autonomia insular em relação aos produtos vindos do exterior. «Dá-nos alguma capacidade em termos de fornecimento de produção alimentar aqui na Região», sustentou.

Por outro lado, Sofia Canha também fez questão de salientar o facto de a Região ter uma tradição agrícola e de produção alimentar de cariz familiar, algo que é muito importante e que deve ter um peso relevante, mas constatou que a mesma «tem sido pouco acarinhada até agora» e que «não há um plano regional para a agricultura familiar».

A parlamentar lembrou o facto de, a nível nacional, ter sido criado o Estatuto de Agricultura Familiar. Tal como referiu, «a agricultura familiar precisa de algum incentivo», mas «aqui na Região a verdade é que até agora não se conhece qualquer investimento». «Aquilo que acontece é que o Governo Regional não tem alocado verbas próprias da Região para este setor, mesmo da agricultura familiar, que precisa, de facto, de um empenho e de um apoio do Governo. Tem usado na área da agricultura os fundos comunitários, mas, de facto, precisam de escala e não são os pequenos agricultores que vão recorrer a esses fundos», afirmou.

Segundo Sofia Canha, ambas as áreas são necessárias. «É muito importante, tanto a área empresarial do setor de produção alimentar, como a área familiar e tradicional da Região, que aliás, ajuda a fixar e a dinamizar socialmente as localidades onde tradicionalmente se faz esse tipo de agricultura. É preciso ajudar esses pequenos agricultores, sobretudo na área da comercialização dos seus produtos», sustentou ainda.