Castro diz que o “Mais Porto Santo” está ao lado da população da ilha e não do PSD ou do PS

José António Castro
O Mais Porto Santo condena a tentativa da Câmara entregar verbas para a Comissão dos Descobrimentos.

O movimento “Mais Porto Santo”, liderado por José António Castro, veio publicamente “condenar a tentativa do Executivo da Câmara Municipal do Porto Santo entregar verbas para a Comissão Executiva dos 600 Anos do Descobrimento da Madeira e do Porto Santo, na ordem dos 25 mil euros, quando existe outro tipo de prioridades”. Critica, ainda, o PS, afirma “desconfiar da intenção do PS em apoiar as famílias na aquisição de manuais e material escolar, uma vez que durante os quatro anos em que esteve no poder não fez rigorosamente nada em relação a esta matéria”.

“Ao contrário do que tentam desesperadamente passar para a opinião pública, o Mais Porto Santo não está ao lado do PS ou do PSD, nem contra nenhum dos partidos que formam o bloco central. Queremos reiterar que o nosso movimento segue o seu próprio caminho, com a mesma determinação e vontade de sempre, que tem como princípio basilar defender, ajudar e valorizar o Porto Santo e os porto-santenses”, explica o líder do Mais Porto Santo, José António Castro, garantindo que o movimento de cidadãos independentes vai continuar a votar a favor de todas as propostas que acredita serem importantes para à Ilha e votar contra àquelas que entender não servirem os interesses da população, independentemente de quem as apresente”.

É desta forma que o vereador do Mais Porto Santo justifica o chumbo às propostas apresentadas pelo presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, de serem entregues verbas escandalosas à Comissão Executiva dos 600 Anos e a tentativa de devolver apenas 1% do IRS aos porto-santenses.

“Entendemos que a proposta de apoio financeiro à Comissão Executiva dos 600 Anos, quando esta estrutura foi assegurada por dotação orçamental específica através de verbas atribuídas pelo Orçamento da Região, não faz sentido num momento em que os nossos alunos iniciam o ano letivo sem qualquer tipo de apoio para a aquisição de manuais e material escolar. Os quase 25 mil euros que estavam em cima da mesa davam perfeitamente para que a Câmara Municipal do Porto Santo deixasse a ser a única na Região Autónoma da Madeira que não apoia as famílias para este fim”, defende José António Castro, que promete continuar a lutar por esta medida.

“Temos vindo a insistir neste princípio, interpelámos o presidente do município para que se apoie pelo menos o alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico mas não é esse o entendimento de quem está refém do Governo Regional”, lamenta o líder do Mais Porto Santo, que saúda a abertura do PS nesta matéria, ainda que com algumas reservas, pois os socialistas nada fizeram em relação à aquisição dos livros escolares quando estiveram no poder”, lembra.

O Mais Porto Santo também censura o Executivo camarário pela proposta aberrante de devolver apenas 1% do IRS às famílias, quando muitas continuam a passar por grandes e graves privações.

“Nem queríamos acreditar na proposta quando recebemos a ordem de trabalho da última reunião ordinária. É um ultraje esta ideia de reduzir para 1% a devolução do IRS às famílias. Estamos conscientes dos problemas financeiros com que se debate o município mas, garantimos, da nossa parte as contas do município nunca ficarão consolidadas com as verbas que são do povo. Nós vamos continuar a defender a devolução total do IRS (5%) à população”, assume José António Castro.