Viatura elétrica em testes no Rabaçal

Foto DR.

O presidente do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) regista com agrado os testes que estão a ser realizados no Rabaçal, com recurso a um miniautocarro elétrico.

Segundo uma nota de imprensa hoje divulgada, trata-se de uma iniciativa do governo regional, através da AREAM, com a parceria de uma empresa privada, que colocou em testes uma viatura “amiga” do ambiente, para fazer o transporte entre a Casa de Abrigo do Rabaçal e a Estrada Regional, em apoio às centenas de visitantes que ali se deslocam diariamente.

“Enquanto entidade gestora deste espaço florestal, obviamente estou sensibilizado para todo o tipo de iniciativas que possam compatibilizar a fruição dos espaços com a preservação do meio ambiente”, adianta Manuel Filipe.

“Estamos a falar de uma das áreas de montanha mais frequentadas, de uma beleza e riqueza única, em que o IFCN tem apostado na diversificação e beneficiação dos percursos pedestres recomendados, bem como nas infraestruturas de apoio aos caminhantes. Como se sabe, a maior carga a que esta zona está sujeita, implicou o recurso a uma solução de apoio à mobilidade entre a Estrada Regional e a casa de Abrigo. Se pudermos optar por uma solução mais “amiga” do meio ambiente, acho que faria todo o sentido, principalmente tendo em conta toda a envolvência deste espaço”, defende o presidente do IFCN.

Visivelmente agradado com a solução, depois de ter experimentado o passeio na viatura elétrica e se inteirado das suas vantagens, Manuel Filipe, acompanhado por Carlos Teles, relembra que a exploração desta ligação rodoviária pertence à Câmara Municipal da Calheta. “Da parte do IFCN não temos nada a obstaculizar. Bem pelo contrário”, remata.

Depois dos testes, a Câmara Municipal da Calheta promete ponderar o custo/benefício no investimento de uma viatura com estas características, como fez questão de salientar Carlos Teles, presidente da autarquia, que acompanhou atentamente as explicações que lhe foram transmitidas, tendo registado as mais-valias do projeto e as possibilidades de financiamento comunitário, que poderá atingir os 85% do diferencial entre o custo desta viatura elétrica e um modelo idêntico propulsionado a combustível fóssil.