Quartos a 400, 500 e 600 euros euros e passagens de ida perto dos 300 tornam num “inferno” a vida das famílias com alunos na Universidade em Lisboa

Lisboa sonho
Famílias madeirenses de alunos colocados em universidades de Lisboa, passam um “inferno”, nesta altura, para equilibrarem orçamentos.
TAP DESTAQUE
Voos só de ida entre os 220 e os 300 euros, se for para garantir o regresso no Natal pode passar dos 500 euros.

Quartos a 650 euros, na Alameda, em Lisboa, esgotaram em menos de 24 horas. Esta informação, divulgada em reportagem da SIC, revela aquilo que todos os pais constatam, cada vez com maior incidência, quando por esta altura procuram casas ou quartos para filhos que vão estudar para o continente, mas particularmente para a capital. Da Madeira, o problema agrava-se, com todos os outros custos, como a viagem aérea, a que se aliam as despesas normais dos estudantes universitários, propinas, livros.

Uma consulta breve na internet, com os riscos que nestes dias se agravam, em função da pressão em encontrar espaço e a consequente falta de tempo para investigar o mais barato e o mais seguro, permite verificar os custos acrescidos, sendo cada vez mais problemático. Zona de Benfica, Lumiar, por exemplo, são quase proibitivas, com quartos, em média, a 400 euros, para cima e não para baixo, com caução, e muitos poderão não ter despesas incluídas.

Como exemplo, quartos individuais e duplos perto do metro da Bela Vista, dizem que fica a uma estação de metro do ISEL, duas do IST, 3 do saldanha, local a 5 estações de metro da cidade universitária. São 399 euros o individual e 540 e 570 os duplos, com despesas incluídas. Quartos em Benfica a 450 euros/mês, o mesmo nas Laranjeiras, 400 euros no Areeiro, 495 em Arroios, 550 euros a dez minutos do Saldanha e a 2 minutos do metro de Arroios.

Esta é um pequena amostra do que constitui, nesta época pós colocações, o “suplício” para as famílias, a que se juntam os mais de 450 euros para a viagem aérea, marcada para estes próximos dias, 13, 14 e 15 de setembro, já garantindo o regresso por volta de 20 e 21 de dezembro, uma quinta e sexta-feira, onde provavelmente as aulas já terão terminado para o período de férias de Natal, sendo que, ainda assim, há um risco que um universitário das ilhas corre, que é ter algum contratempo, em matéria de trabalho escolar, que obriga a alterar a passagem de regresso, com os elevadíssimos custos daí resultantes, que acrescem aos já elevados preços das passagns, aquelas que o presdidente da TAP considera “módicos”.

Tanto a easyjet como a TAP, por estes dias, têm preços altos, o que sendo compreensível porque estamos perante marcações em cima da hora, também não deixa margem de manobra aos pais, uma vez que as colocações saíram esta semana e, por esse motivo, nesta época específica, não há grandes alternativas. Ou marcam com alguma antecedência, independentemente da colocação ou não. Ou aguardam e pagam caro. Na TAP, as simulações ultrapassam os 400 euros e em muitas situações passam dos 500 euros nos dois trajetos, já prevendo o Natal e incluindo mala de porão. Os preços da easyjet andam por esses patamares.

Se falarmos apenas de passagem de ida, na easyjet, envolve um custo de 237,82 euros amanhã, dia 13 às 21.10, o voo da manhã está esgotado. No dia 14 de setembro, temos 237,82, 231,76 e 220,15 euros nos três voos programados e no dia 15 de setembro, nos dois voos, temos preços de 220,98 e 226,21 euros. Na TAP, os valores andam pelos 289,09, 249,09 e 229,09, nos dias 13, 14 e 15 de setembro.

A estas despesas, acrescem o acompanhante ou acompanhantes, normalmente os pais, além do resto que torna a despesa com um estudante universitário num elevado grau de dificuldade no orçamento familiar. Nada que não se saiba e que sempre constituíu um peso maior, nestas situações. Só que hoje, com a situação relacionada com o custo das viagens e a indefinição do subsídio de mobilidade, que obriga o madeirense a suportar verbas elevadas até ao reembolso, aliando-se aos preços das casas e dos quartos em Lisboa, tornam a situação muito mais complicada.