Feira no centro da cidade não precisa de dia das diversões a 1€

Fotos Paulo Brito.

A feira de Natal regressou ao centro da cidade, mais concretamente ao cais 8. A esmagadora maioria dos utentes aplaude o regresso desta feira ao coração da cidade, muito próximo do mítico Almirante Reis.

Por perto não há muitos estacionamentos mas quem quer visitar a feira, normalmente, aproveita para dar um passeio pela marginal e deixa o carro mais distante.

Além disso, o parque do Almirante Reis fica perto e tem hora de fecho compatível com a diversão.

A feira fecha à meia noite e os estacionamentos envolventes encontram-se abertos até às duas da manhã.

Comerciantes, organização e transeuntes dão nota positiva, com alguns reparos.

Algumas pessoas acham que os divertimentos pecam por estar muito juntos. Um aglomerado que quase se atropelam. Mas o espaço em si é mais agradável do que o piso de terra batida da Praia Formosa. O que é ótimo para cadeiras de rodas e carrinhos de bebé.

Por estar no centro da cidade, não há necessidade do tradicional dia a 1 euros como acontece com as feiras periféricas.

A pista dos carrinhos de choque é a que está mais próxima do mar mas, em princípio, não há perigo de galgamento como aconteceu há muitos anos em que, ainda na praia perto do cais, o mar “comeu’ parte da novidade de então, a pista de gelo.

Se vierem ondas fortes serão esbatidas pelo tetrápodes.

Não há receio de perder clientela para o outro espaço de divertimento por baixo do aeroporto. O parque do Funchal é geoestratégico e é uma novidade, sendo que os madeirenses adoram novidades.

A salubridade é outro dos aspectos positivos, ficando o apelo para que os visitantes da feira utilizem os caixotes do lixo que existem ao longo da feira para o bem do ambiente.

O espaço conta também com a tenda do circo. Não há animais (o Município do Funchal não o permite).

“O que é uma pena, pois os animais, nos circos, têm que ser bem tratados e bem alimentados, ao contrário do que espalham por aí os supostos protectores dos animais, pois se um animal for mal tratado iria revoltar-se contra o tratador”, contra-argumenta o responsável pelo circo.

Por causa das proibições da utilização de animais, o circo tem que se reinventar e fazer outro tipo de exibições.

No caso do Funchal, o espetáculo aposta nas luzes, como se fosse um truque de ilusionismo. Só isso quase é meio espectáculo, confidenciou o responsável.

“Temos abordagens de vários espectadores que vêm ter connosco e lamentam o facto de já não haver animais nos circos, que perderam o interesse, pois gostam mais do circo tradicional”, revela.

Confidenciou ainda que “não temos culpa que uma dúzia de pessoas desocupadas passem a vida atrás de um computador a criticar os animais nos circos, não sabendo como eles são tratados e vendo só uma das partes que lhes mostram, sem sequer se interessar em ver a nossa parte de como os animais são tratados e cuidados e os gastos que temos com eles e de como adoramos os nossos animais!”

Criticou os hipócritas, supostos defensores dos animais, que defendem que um cão entre num restaurante mas não são capazes de recolher um animal de rua.

 


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