Governo fez escritura de mais um terreno para a “Faixa corta-fogo”

Faixa corta fogo
Foi feita hoje a escritura de um terreno para a “Faixa corta-fogo”, doado pela Empresa de Eletricidade da Madeira.

A Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais (SRA) realizou hoje a segunda escritura relativa a mais um terreno incluído dentro dos 420ha do projeto “Faixa corta-fogo”, numa doação da Empresa de Eletricidade da Madeira a favor do instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN). Um terreno com uma área de 33.250 metros quadrados, com o valor de 31.111,16 euros, que vem juntar-se ao outro de 13 mil,  metros quadrados, no valor de 48.312,87 euros, que a mesma empresa doou no mês passado, ambos localizados na Ribeira das Cales, na freguesia do Monte.

A secretaria de Susana Prada pretende, com esta Faixa de Gestão de Combustíveis, “criar uma zona de baixa combustibilidade, com a qual o fogo se extingue ou diminui de intensidade, facilitando o combate, e de forma a proteger a população do Funchal em caso de incêndios. A “Faixa corta-fogo” estender-se-á ao longo do Caminho dos Pretos, entre o Terreiro da Luta e o Palheiro Ferreiro, com uma área de cerca de 420 hectares, numa zona alta do concelho do Funchal frequentemente afetada por incêndios”.

Segundo uma nota daquela secretaria, na primeira fase do projeto está previsto “retirar gradualmente as plantas invasoras altamente combustíveis (eucaliptos, acácias, carqueja, giesta e matos secos que facilitam a propagação do fogo), sendo, no seu lugar, plantadas espécies folhosas (carvalhos, castanheiros e espécies indígenas), que ardem com mais dificuldade, reduzindo a intensidade do eventual fogo”, além de “criar uma rede de caminhos florestais que, além de acessos, funcionará como aceiros (faixas corta-fogo, desprovidas de vegetação)”. Será também construído um tanque de 1.500 metros cúbicos, beneficiados tanques existentes e instalar uma rede de água e bocas-de-incêndio para fornecimento de água aos bombeiros.

A Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais acrescenta que “quem pretender associar-se a este projeto estruturante para a cidade do Funchal poderá fazê-lo de duas maneiras: aquisição de terrenos privados e posterior doação à região ou doação em espécie à RAM, com o propósito único de aquisição de terrenos que compõem a faixa”.