Polémica das vacinas: “E os pais que querem vacinar os filhos na Madeira com a DTP e não há nos centros de saúde?”

Neste momento, a problemática das vacinas está ao rubro em Portugal e o assunto é demasiado sério para brincadeiras. A vacinação é um ato de primordial importância e tudo o resto roça o absurdo. Acontece que ao Funchal Notícias também têm chegado alguns alertas pertinentes: “E quando os pais querem vacinar as suas crianças  e os centros de saúde não as têm -como é o caso presente – e vão adiando e adiando para a frente? De quem é já a responsabilidade se for contraída uma doença?”

A questão é levantada na sequência da falta recorrente de algumas vacinas na Região, aliás já confirmadas pelas autoridades de saúde, com a justificação de que os laboratórios têm faltas nos respetivos stocks.

Não se trata da vacina contra o sarampo, que tanta celeuma está a gerar no Continente. Os exemplos ora referidos ao FN prendem-se com a falta de vacina DTP, vacina tríplice bacteriana, de combate à difteria, tétano e coqueluche. Normalmente, na consulta dos cinco anos, a vacina é prescrita. Acontece que os centros de saúde da Madeira não a têm, porque está em falta há meses. Entretanto, os técnicos referem que a mesma poderá ser aplicada entre os cinco e os seis anos, sem problemas. Neste momento, perante as faltas, já dilatam o prazo para os sete anos. Subiste a dúvida nos pais se não será um intervalo demasiado longo com a possível ocorrência de problemas.

Há uns meses, o FN confrontou o IASAUDE com a situação e foi-nos confirmada as faltas com a justificação de ausência de capacidade de resposta dos laboratórios dada a elevada procura destas vacinas. Um problema de dimensão nacional que os centros de saúde regionais têm procurado gerir mas que não depende da respetiva vontade ou gestão regional da saúde.

Ainda assim, os pis das crianças por vacinar interrogam-se: “E em caso de contraírem doenças, a quem imputar responsabilidades?”