Chuva e pouca afluência esmorecem festa

A Festa da Flor está aí para inaugurar os primeiros raios de sol e o desabrochar da natureza. Chegou com alegria, cor e muitas animação.

(Foto Rui Marote)
(Foto Rui Marote)

São dez dias e dois fins de semana de espetáculo montado e mantido nas ruas da cidade, aberto a locais e visitantes. Uma estreia de calendário, dizem os responsáveis, que se justifica, tanto pela promoção económica como pela dinâmica cultural e social. No entanto, um programa alargado no tempo apresenta desafios quando falamos de produtos naturais.

As plantas murcham e têm de ser renovadas, exigindo uma reserva maior do que se que esperava. O pior é o recurso a espécies sensíveis e raras que nunca deveriam ser colhidas para ornamentos públicos. O ambientalista Raimundo Quintal já veio a público repudiar a utilização abusiva de plantas endémicas da Região, como o ensaião, nos arranjos florais em pleno período de floração.

A verdade é que a organização tem  renovado os tapetes florais de maneira a manter a festa viçosa, mas os dias cinzentos, o vento frio e os chuviscos desincentivam a passeios. Os dias de afluência morna permitem inclusive ao pombos aproveitarem dos tapetes para colchão.

(Foto Rui Marote)
(Foto Rui Marote)

O folclore sempre dá um novo colorido e ritmo. Os madeirenses, porém, parecem querer dizer que estão cansados de festas e são poucos os que param para apreciar os cantares do povo. Resta esperar que, com o fim de semana, se cumpra o refrão. “Primavera vai e volta sempre”.