Passageiros indignam-se com falta de autocarros preparados para pessoas com mobilidade reduzida

Rui Marote
Causa indignação ao utente, do ponto de vista do cidadão que enfrenta barreiras diárias, a compra de dezenas de autocarros novos em 2024, sem acessibilidade universal imediata. Esta situação é vista como uma falha grave no planeamento público e na inclusão social.
A Horários do Funchal assegura o serviço urbano  e disponibiliza autocarros com rampas e um transporte especial para passageiros com mobilidade reduzida. Mas as zonas fora do Funchal são operadas pela rede SIGA (como a Siga Rodoeste).
O acesso de passageiros com andarilho  aos autocarros interurbanos na Madeira é permitido por lei, mas a falta de acessibilidade universal na frota gera grandes dificuldades práticas para quem vive em Machico ou na Ribeira Brava. De acordo com o guia oficial de Acessibilidades da Madeira têm as pessoas têm o direito de viajar  com os seus equipamentos, incluindo andarilhos e cadeiras de rodas, embora os novos autocarros interurbanos mantenham apenas a obrigatoriedade de disponibilizar lugares reservados na frente para passageiros  com mobilidade reduzida.
Os autocarros urbanos do Funchal utilizam piso rebaixado enquanto as rotas operadas pela CAM (em Machico) e SIGA Rodoeste possuem degraus altos na entrada e não têm rampas automáticas em todas as circulações regulares.
Foi um investimento falhado renovar uma frota inteira mantendo barreiras físicas. Uma situação interpretada por muitos como uma oportunidade perdida para modernizar de forma coesa.
A desculpa que alegam que batem com o chassis nas estradas íngremes, curvas apertadas e lombadas das zonas rurais e montanhosas da Madeira. Mas tanto o Siga como a CAM  tem expressos para a Ribeira Brava e Machico e utilizam a via rápida, situação em que não existe desculpas.
Dos 127 autocarros novos a CAM recebeu  59 e o Siga Rodoeste 68. Destes 127 veículos  9 são autocarros eléctricos.
Quem também não renovou foi o Aerobus do aeroporto que está ultrapassado. Os passageiros entram com as malas na porta, pagam o bilhete e colocam numas prateleiras existentes no centro do autocarro. Quanto à mobilidade reduzida ainda não chegou para os turistas ou demais viajantes.

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