A 67ª edição do Rali da Madeira foi hoje apresentada na Gare Marítima do Porto do Funchal. José Paulo Fontes, presidente do clube organizador, Club Sports da Madeira, e da comissão organizadora do evento, destacou “a alegria de vos receber naquele que é o novo centro operacional de uma prova cuja organização envolve mais de 1.400 pessoas. Esta é uma solução que liberta o centro da cidade para os seus utentes. Outra alteração é a atribuição da bancada da Rotunda Sá Carneiro na super-especial ao público em geral sendo os convidados canalizados para outras bancadas, refere um comunicado.
A organização decidiu acolher todas as inscrições e o limite que tinha sido determinado no regulamento. Isto levará a problemas acrescidos de segurança, com uma maior duração de passagem dos concorrentes em cada classificativa pois teremos pelo menos hora e meia de evolução de equipas.
O itinerário desta edição foi bem preparado, passando quatro vezes no Parque Ecológico do Funchal, com muitas zonas às quais o público possa de deslocar antecipadamente para assistir. O rali está feito de forma que as pessoas possam de deslocar e assistir em segurança pois não deverá ser permitido abrir as estradas entre passagens, refere ainda nota divulgada.
Haverá “muitos bons pilotos, todos os que estão a disputar o campeonato nacional e madeirense, e ainda três estrangeiros, dois dos quais já aqui venceram, Diego Ruiloba e Giandomenico Basso, e outro que está muito desejoso de vencer, Kris Meeke. Esta foi uma aposta na qualidade e na competitividade. Para além do pódio, vai haver muita competição espalhada ao longo da caravana. No rali vão também estar muitas jovens promessas do automobilismo nacional. Apesar dos custos acrescidos, todos os pilotos querem estar presentes na Madeira”., referiu ainda Paulo Fontes.
O edil funchalense, Jorge Carvalho, frisou “o apoio financeiro concedido mas também a utilização dos recursos da autarquia, sejam eles físicos ou de recursos humanos “.
“Aqui devo deixar uma nota de reconhecimento da mobilização e disponibilidade dos funcionários. Para além da abertura do Parque Ecológico do Funchal teremos em campo também a nossa equipa de sensibilização ambiental a trabalhar no sentido de que o público tenha um bom comportamento também na protecção do ambiente”, referiu o autarca.
“Destacamos a sensibilidade da organização para que a baixa e centro da cidade fossem libertados com a mobilização do centro operacional para o Porto do Funchal e ainda com o facto da Praça do Município surja “liberta” do parque fechado e surja disponível para os muitos visitantes que procuram aquele espaço nobre e de grande visibilidade do concelho. Estão reunidas as condições para o grande momento de festa que é o Rali. A disponibilidade do município é total no sentido de criar as condições de termos um evento de nível internacional. A cidade está com o Rali”.
Já José Manuel Rodrigues, secretário regional da Economia, recordou que “este é um rali que dispensa apresentações. Ao longo de décadas, afirmou-se como uma das referências do desporto automóvel na Região e conquistou um lugar de destaque nos calendários nacional e internacional desta modalidade. Isto resulta da qualidade da organização, das características únicas que a Madeira oferece a uma prova desta natureza, da mobilização de público e da qualidade dos pilotos que nela competem. A projeção mediática do evento leva o nome da Madeira a públicos que, de outra forma, não teriam contactos com este destino e de um território capaz de levar a efeito eventos de grandes dimensões como este rali com uma identidade muito própria. A prova tem consequências diretas na economia regional e leva as mesmas a muito concelhos da Região. É toda a nossa ilha e as suas imagens que percorrem todo o país e estrangeiro. Estão reunidas as condições para que o rali seja, e estou certo de que o será, um sucesso”.
Na ocasião foi ainda apresentado “Zeca”, a mascote do evento. Trata-se de uma criação do escultor Ricardo Veloza. A figura adota este nome e contém alusões a Zeca Cunha, o primeiro piloto madeirense a vencer a prova, em 1965 ao volante de um Triumph TR4.
O Zeca passará a fazer parte do imaginário deste evento mítico do desporto automóvel e figurará em muito do merchandising alusivo ao evento que, a partir de este ano, estará disponível para os indefectíveis do Rali e para todas as coleções que lhe surgem associadas, anuncia o CSM.
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