Em 8 de setembro de 1944, a guerra chegou a Chiswick com uma arma até então inédita: A V-2 alemã

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Em 8 de setembro de 1944, a guerra deu um salto tecnológico e psicológico com o primeiro lançamento bem-sucedido de uma V2 contra a Inglaterra. O míssil alemão atingiu Chiswick, nos arredores de Londres, e marcou o início de uma nova ameaça para a população civil britânica, já no fim da Segunda Guerra Mundial.

A V2, desenvolvida pela Alemanha nazi, representava uma arma sem precedentes. Ao contrário dos bombardeamentos convencionais, este míssil era lançado a partir do continente europeu, seguia uma trajetória balística e caía sobre o alvo a velocidades tão elevadas que o seu impacto chegava quase sem aviso. Para os habitantes de Londres e da sua periferia, isso significava uma forma de ataque praticamente impossível de prever ou intercetar.

O ataque a Chiswick teve também um forte efeito simbólico. A cidade de Londres já tinha resistido à Blitz, mas a chegada da V2 inaugurou uma nova fase do conflito: menos visível, mais súbita e ainda mais angustiante para a população. A explosão destruiu casas, provocou vítimas mortais e deixou feridos, evidenciando que, mesmo nos últimos meses da guerra, a tecnologia continuava a ser usada como instrumento de terror.

Mais do que um episódio militar isolado, o lançamento da primeira V2 contra a Inglaterra tornou-se um marco histórico. Revelou a capacidade de inovação militar do regime nazi, mas também expôs a fragilidade das defesas tradicionais perante armamento de nova geração. Ao mesmo tempo, abriu caminho a desenvolvimentos que, depois da guerra, viriam a influenciar decisivamente a corrida espacial e os programas de mísseis das grandes potências.

Wernher von Braun

Wernher von Braun é uma das figuras mais marcantes e controversas da história da tecnologia espacial. Foi ele o principal responsável pelo desenvolvimento da V-2, o míssil alemão que aterrorizou Londres durante a Segunda Guerra Mundial, mas também o homem que mais tarde ajudou a levar os Estados Unidos à Lua. A América só sentiu necessidade dos seus trabalhos depois de saber que a União Soviética já tinha colocado um satélite em órbita.

Helmut Gröttrup

Gröttrup trabalhou na V-2 como engenheiro da equipa alemã, com funções ligadas aos sistemas de orientação e controlo, o que o tornou útil para a recuperação soviética da tecnologia alemã após a guerra. Gröttrup foi capturado pelo exército vermelho com falsas promessas que depois foi obrigado a trabalhar na engenharia de mísseis que ajudaram Sergei Korolev a colocar em órbita o Sputnik.

Sergei Korolev

Korolev foi o grande arquiteto do programa espacial soviético e o responsável por transformar essa ambição em resultados concretos. Sob a sua liderança, a URSS colocou em órbita o Sputnik 1, em 4 de outubro de 1957, o primeiro satélite artificial da Terra.


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