Raimundo Quintal questiona se a Madeira é a “ilha das flores” ou a “ilha do lixo”

foto Raimundo Quintal

Raimundo Quintal tem sido um forte crítico das falhas na gestão dos parques e jardins do Funchal e de problemas relacionados com a recolha do lixo nesta cidade. O antigo vereador do Ambiente tem apontado múltiplas situações anómalas.

Hoje, todavia, o geógrafo e ecologista não só abordou deficiências na gestão dos resíduos sólidos no concelho do Funchal, como mais tarde, numa outra publicação, amplificou o âmbito das críticas, reconhecendo que “o grave problema do lixo espalhado, conspurcando a paisagem, não se circunscreve ao concelho da capital. Infelizmente, é algo que polui a Madeira, do extremo leste ao extremo oeste, a norte e a sul”.

No grupo do WhatsApp “Madeira com Amor” (que substituiu mais recentemente as publicações que vinha efectuando desde há muitos anos no Facebook) Quintal apresenta a fotografia que reproduzimos, colhida às 17 horas, no sítio do Rochão, freguesia da Camacha, concelho de Santa Cruz.

“Esta é a imagem recorrente do ecoponto localizado no início da estrada entre o Rochão e o Ribeiro Serrão, no local onde chegam os turistas que percorrem o troço da Levada da Serra do Faial desde o Vale Paraíso.
É apenas um dos muitos exemplos, reveladores do desleixo de uma parte significativa da população madeirense e da falta de eficácia das câmaras municipais e da ARM na gestão dos resíduos sólidos”, critica.

“É com enorme tristeza que constato que, em muitos locais da minha Ilha, o lixo dá mais nas vistas que as flores.
Senhoras e senhores autarcas e dirigentes da ARM, não venham com a estafada desculpa da falta de recursos humanos e materiais, porque nunca houve tantos. Organizem-se!”, exige o ambientalista.


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