Os deputados do PS criticam o facto de a maioria PSD/CDS que sustenta o Governo Regional ter recusado o levantamento da imunidade parlamentar ao secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, para responder no âmbito do processo relacionado com as ofensas dirigidas às deputadas socialistas Sílvia Silva e Sancha de Campanella.
Os socialistas acusam Eduardo Jesus de, sob o manto da imunidade, fugir à Justiça, perante uma situação desta gravidade. Como afirma Paulo Cafôfo, em causa estão afirmações atentatórias da honra das visadas, que extravasam o mero debate político e que entram no campo da ofensa pessoal, não podendo, por isso, ser toleradas, considera.
“Quando estamos, claramente, perante um alegado crime, aquilo que vemos é um governante a furtar-se a dar os devidos esclarecimentos perante a Justiça, com a protecção e a cumplicidade do PSD”, afirma o líder parlamentar do PS, sublinhando que esta situação é ainda mais gravosa por tratar-se de alguém que está no exercício de um cargo público.
Lamentando o facto de Eduardo Jesus não se ter dignado a pedir desculpa às visadas, o que mostra não ter havido qualquer arrependimento da sua parte, o socialista aproveita também para questionar do que é que tem medo o secretário regional. “Se estava tão tranquilo com a situação e com a desculpa vergonhosa e esfarrapada de que as palavras usadas constavam no dicionário, qual é o receio de responder perante a Justiça?”, questiona.
Por outro lado, Paulo Cafôfo não deixa também de apontar o dedo ao próprio Grupo Parlamentar do PSD e ao apêndice CDS, que não dignificam aquele que devia ser o papel escrutinador da Assembleia e agem como advogados de defesa de Eduardo Jesus, protegendo-o e obstaculizando o desenrolar do processo judicial.
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