O secretário-geral do Juntos Pelo Povo (JPP) afirmou esta quarta-feira que quem “não tem nenhuma preocupação” com “o grau de ofensa à dignidade das pessoas e ao próprio Parlamento, não se esconde atrás da imunidade parlamentar”. Élvio Sousa reagia assim à decisão da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) que esta quarta-feira recusou levantar o pedido de imunidade ao secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, efectuado pelo Tribunal Judicial da Comarca da Madeira.
A votação juntou todos os parlamentares da oposição a favor do levantamento da imunidade, com 23 votos, e 24 votos contra da coligação PSD/CDS.
“O senhor secretário Eduardo Jesus dirigiu um pedido de desculpas à presidente da Assembleia, mas até hoje não se dignou pedir diretamente desculpas ao deputado do JPP”, critica o dirigente do maior partido da Oposição.
“Eduardo Jesus ofende o Parlamento quando utiliza linguagem imprópria, agressiva e inaceitável contra os deputados, mas também ofende os deputados na sua honra, dignidade e reputação apenas por fazerem perguntas que não eram do seu agrado”.
Élvio Sousa diz que “quem foge ao escrutínio da Justiça e se refugia na imunidade protegida apenas pelos partidos que governam, significa que tem a consciência pesada e medo de enfrentar a verdade e os factos, pois com certeza que sabe que foi agressivo, impróprio e nada elevado para com os deputados e a instituição Parlamento”.
O processo envolvendo Eduardo Jesus remonta ao dia 17 de Junho de 2025, quando durante uma sessão de trabalhos parlamentares, o governante proferiu linguagem insultuosa dirigida a duas deputadas do PS e ao deputado do JPP e vice-presidente da ALRAM, Rafael Nunes, utilizando expressões como “gaja”, “bardamerda” e “palhaço-mor”, recorda o partido.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





