Kruja, símbolo da resistência albanesa

Rui Marote, em Kruja (Albânia)

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Durante a nossa estadia na Albânia, não resistimos a visitar uma das cidades mais antigas do país. O dia amanheceu chuvoso, mas estava programado e portanto, como diz o ditado, nem que chovam canivetes…

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Munido de um mapa, atravessei Tirana em direcção à estação de autocarros. Chovia a cântaros.

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Quis viajar nos transportes do povo. Um mini-bus aguardava-me para percorrer 34 km pela módica quantia de um euro e trinta cêntimos, permitindo-me visitar o berço da nacionalidade albanesa. No mini-autocarro, era eu o único turista.

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Entre os albaneses, são raros os que falam a língua de Shakespeare, mas muitos ‘capice’ a língua italiana, devido à proximidade àquele país. A comunicação era, pois, possível. Os albaneses interrogavam-se a meu respeito, queriam saber a minha nacionalidade. À resposta ‘Português’, respondiam com um previsível ‘Cristiano Ronaldo’…

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Agradavelmente surpreendido com tudo o que já observei na Albânia, mormente na capital, Tirana, não deixei também de o ficar na cidade de Kruja, que tem um castelo e um museu que ilustram e esclarecem bem todos os visitantes acerca da história deste país cujo principal herói é o lendário Skanderbeg. Um país que durante tanto tempo esteve como que escondido do resto do mundo, devido à ditadura de Enver Hoxha.

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Tirana é hoje uma cidade moderna, cosmopolita , visitada por turistas vindos de todo o lado. A Albânia é um país em franco desenvolvimento, com um povo muito amável, sempre pronto a ajudar o forasteiro. O custo de vida na Albânia não é caro. Apenas o táxi de e para o aeroporto se nos afigura de preço algo elevado.

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Esta pequena cidade de Kruja é muito bonita. Pena que o tempo não nos tenha ajudado, pois continuava a chover. Mas havia muito que ver, e foi isso que fizemos, começando pelo Museu Nacional Gjergj Kastrioti Skander, inaugurado a 1 de Novembro de 1982, da autoria de Pranvera Hosha e Pirro Vaso. Este museu retrata a história da resistência albanesa contra os Otomanos, protagonizada pelo seu herói, Skanderbeg.

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Prosseguimos a nossa visita por este castelo, onde está inserido o atraente museu, e zonas limítrofes. As fotos ilustram o espólio e a decoração desta nação que conta com três milhões de albaneses no país e outros quatro espalhados pelo mundo, na diáspora. Uma nação que investe na educação do seu povo: a maioria dos jovens tem cursos universitários.

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Trata-se de um país que me surpreendeu muito agradavelmente, e que aconselho os leitores do Funchal Notícias a visitar.

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Regresso a Tirana debaixo de chuva

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