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A Igreja de Nossa Senhora do Monte, no Funchal, tem origem numa pequena ermida dedicada a Nossa Senhora da Encarnação, que a tradição atribui a Adão Gonçalves Ferreira, um dos primeiros povoadores e considerado o primeiro homem nascido na Madeira. A capela terá sido construída por volta de 1470.
Com o crescimento da população e da devoção mariana, a antiga ermida tornou-se insuficiente. A paróquia do Monte foi criada em 9 de fevereiro de 1565, por decisão do bispo do Funchal, D. Frei Jorge de Lemos, com autorização do cardeal-regente D. Henrique.
A construção da igreja atual começou em 10 de junho de 1741, com o lançamento da primeira pedra, e ficou concluída em 1747. Contudo, pouco depois, o edifício foi gravemente danificado pelo terramoto de 31 de março de 1748, que atingiu a Madeira.
Reconstrução
A reconstrução contou com donativos da Confraria dos Escravos de Nossa Senhora do Monte, criada em 1750, bem como com o apoio de particulares, do Cabido da Sé, da Fazenda Real e de comunidades religiosas do Funchal. A igreja foi finalmente sagrada em 20 de dezembro de 1818.
O edifício que hoje se observa apresenta características da arquitetura religiosa madeirense dos séculos XVIII e XIX. Destacam-se a fachada com duas torres, o nártex de três arcos, a talha policromada, o retábulo-mor e os painéis com cenas da vida da Virgem.
Importância religiosa
A devoção ganhou ainda maior importância quando, em 1804, o papa Pio VII autorizou que Nossa Senhora do Monte fosse invocada como Padroeira da Diocese do Funchal. A solenidade litúrgica passou a estar associada a 9 de outubro, em memória da grande aluvião de 1803.
Atualmente, a igreja é um dos principais centros de peregrinação da Madeira. A celebração mais importante ocorre a 15 de agosto, com missa, procissão e romarias que reúnem madeirenses, emigrantes e visitantes.
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