A lógica da correção dos exames e a dúvida sobre a sua reapreciação

AF!

A reapreciação dos exames não é feita “por todos os professores que corrigiram o teste”, nem por um único professor que tenha visto só uma parte. Em regra, é um processo próprio do JNE, com professores especialistas/designados para a reapreciação, e a norma diz que eles não podem ter classificado ou reapreciado as respostas já em causa.

 

Como funciona a apreciação

Nos exames finais nacionais do secundário, a reapreciação é da competência do JNE e ocorre em agrupamentos do JNE; na reclamação, a análise é feita por professores especialistas designados pelo JNE. A norma também indica que, na reclamação, esses especialistas não podem ter classificado ou reapreciado respostas ou a totalidade da prova, o que mostra que o sistema separa a correção inicial da revisão posterior.

 

Sobre quem corrige o quê

Na correção inicial, os professores classificadores dos exames finais nacionais de suporte digital classificam apenas os itens que lhes são atribuídos. Isso não significa, por si só, que fiquem automaticamente impedidos de desempenhar funções gerais de apreciação; porém, a reapreciação/reclamação é organizada por outra equipa e com regras próprias, precisamente para garantir independência.

 

Aptidão para apreciar o teste completo

Se um professor foi especializado apenas numa ou duas questões, com critérios muito específicos, isso indica que a sua função principal foi classificar itens, não necessariamente fazer uma leitura global do teste. A norma que encontrei não diz que esse professor fica apto, por esse facto, a apreciar a prova inteira; pelo contrário, a reapreciação e a reclamação são tratadas por professores especialistas designados para esse efeito.

 

Portanto, a apreciação pedida por encarregados de educação ou alunos tende a ser feita por outros professores designados para revisão/reclamação, e não pelo mesmo modelo de “cada um vê só a sua questão” usado na primeira correção. E, com base nestas normas, um professor que tenha corrigido apenas uma parte do exame está claramente habilitado a avaliar essa parte segundo os critérios definidos, mas a norma não sustenta que isso, por si só, o torne responsável pela apreciação do teste completo.


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