Rui Marote
O Estepilha deparou com um cenário lamentável no passeio público. Ao circularmos no passeio sul da Avenida do Infante, uma artéria vital da nossa cidade mais especificamente na zona em frente ao Centro Comercial Olimpo, num espaço que se estende desde as lojas de souvenirs até à entrada de um hotel de quatro estrelas, o que vimos é deplorável. A calçada portuguesa está destruída , há pedras soltas espalhadas pelo passeio, desníveis perigosos e para culminar uma “cratera” à porta de uma unidade hoteleira. Turistas e residentes tropeçam diariamente naquelas pedras soltas, arriscando quedas graves numa zona onde o fluxo pedonal é constante.
Quem mais beneficia directamente do turismo cruza os braços perante uma situação que prejudica o próprio negócio e a imagem da cidade, deixando para os cidadãos comuns a tarefa de exigir o básico. Muitas vezes os empresários entram em conformismo por burocracia ou por acharem que “alguém já deve ter reclamado”. No entanto a sua voz como munícipes tem toda a legitimidade.
O que mais impressiona, além de falta de manutenção municipal, é o conformismo dos empresários e comerciantes locais. Como é possível que proprietários de lojas e hotéis que vivem exclusivamente do turismo e da imagem da nossa ilha, aceitem esta situação de braços cruzados? A passividade e a indiferença venceram a capacidade de exigir dignidade para o espaço público onde ganham o seu sustento?
Estepilha, exige-se uma reparação urgente e imediata da calçada da Avenida do Infante. Embora a escassez de calceteiros seja uma realidade no Funchal ( com a profissão em risco de extinção devido á falta de atractividade da mesma e às condições duras em que é exercida) a autarquia não pode usar isso como desculpa para deixar o centro da cidade chegar a este este estado de abandono.
Se faltam funcionários próprios, a solução passa abrir concursos públicos, subcontratar empresas externas de pavimentação ou, no limite criar barreiras temporárias de segurança para proteger os transeuntes.
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