Rui Marote
A gala final das Novas 7 Maravilhas de Portugal terá lugar na Região Autónoma da Madeira a 18 de Julho, com o apoio do Governo Regional, foi recentemente anunciado.
A RAM apresenta 21 candidaturas entre as 147 candidaturas finalistas a nível nacional. E entre essas uma das candidatas, na categoria “Castelos”, é a Fortaleza de São Tiago, no Funchal. Nesta categoria a RAM apresenta ainda o Forte de São João do Pico e o Forte de Nossa Senhora do Amparo. Mas deixemos por agora de lado estas outras duas.
Salientemos apenas que o Funchal Noticias tem alertado ao longo dos últimos cinco anos reportando o estado de degradação daquele monumento.
Constate abaixo alguns dos links, da autoria de jornalistas e colaboradores, que traduzem bem o nosso empenho na defesa deste património:
A Fortaleza de São Tiago é o primeiro “cartão de visita” para quem desembarca de um navio no Funchal. Mas o contraste entre a sua imponência exterior, que ainda não se esbateu completamente e o abandono interior é lamentável. E mesmo o exterior está já em muito mau estado. Regista-se entretanto o desaparecimento de detalhes arquitectónicos, como as guaritas. A indignação com o estado avançado de degradação é manifestada por muitos cidadãos.
As nomeações para as Maravilhas de Portugal baseiam-se na importância histórica, arquitectónica e cultural do monumento ao longo dos séculos e não no seu estado de conservação presente. O júri avalia o que o património representa para identidade do país. Mesmo assim, achamos que é de ficar estupefacto.
A Fortaleza de São Tiago, que se começou a construir por volta de 1611, reflecte a importância estratégica daquele local à entrada da baía do Funchal, e a vulnerabilidade da Ilha aos ataques de piratas e corsários. É testemunho físico da nossa identidade e se desaparecer, perde-se a memória colectiva de um povo.
A conservação é o único escudo contra o esquecimento . Sem ele a história torna-se abstrata. No contexto de locais com a densidade histórica do Funchal, o abandono ou a descaracterização de edifícios centenários apaga marcas da expansão marítima e do comércio global.
Em 2021 foi aberto concurso para recuperação por 715 mil euros. Mas é um valor tão pequeno para os dias de hoje que nem sequer chega para saciar a vontade. O concurso público integra a Recuperação da Fortaleza de São Tiago no Funchal, e prevê ainda a instalação do Museu de Arqueologia da Madeira, englobando a reabilitação arquitectónica, conservação e restauro deste edifício histórico.
Mas, dado o seu estado presente, esta candidatura não deixa de gerar estupefacção, especialmente quando é apresentada publicamente como uma candidata a “Maravilha” de Portugal…
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