O Governo Regional da Madeira afirma estar a trabalhar num novo programa de incentivos ao transporte de mercadorias entre a Madeira e o Porto Santo, destinado sobretudo às indústrias transformadoras, para reduzir o impacto da crise energética e do aumento dos combustíveis nos custos finais suportados pelos porto-santenses.
O anúncio foi feito esta tarde pelo secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, durante uma visita à Expo Porto Santo 2026, iniciativa que decorre desde 17 de Julho e que se prolonga até 26 de Julho, no Pavilhão Multiusos da Ilha Dourada, organizada pela Associação de Indústria, Comércio e Turismo do Porto Santo (AICTPS).
Segundo este responsável, este programa de incentivos ao transporte de mercadorias pretende assegurar que os produtos vendidos no Porto Santo não tenham um custo superior ao praticado na Madeira, corrigindo assim os efeitos das atuais condições de mercado sobre o preço final para os consumidores locais.
Nas declarações proferidas na Expo Porto Santo, José Manuel Rodrigues enquadrou esta medida num conjunto mais vasto de instrumentos de apoio à economia porto-santense, que atravessa “um dos melhores períodos da sua história”, com crescimento acentuado no turismo, na indústria e no comércio.
O secretário regional da Economia disse que as microempresas são a “essência” da economia do arquipélago e, em particular, do Porto Santo, onde existem mais de 600 microempresas e 98% do tecido empresarial corresponde a pequenas empresas com menos de três trabalhadores, realidade que justifica um sistema específico de incentivos.
Entre esses instrumentos, destacou um sistema de apoio às microempresas, com comparticipação até 60% dos investimentos, que podem atingir os 300 mil euros, bem como a manutenção de uma taxa de IRC de 8,75% no Porto Santo, face aos 13,3% no restante território da Madeira, e majorações de 10% nos sistemas de incentivos relativamente aos outros concelhos.
A Expo Porto Santo 2026 reúne 71 empresas, distribuídas por 143 stands. José Manuel Rodrigues considera que a mostra é um espelho de dinamismo económico, ao congregar empresas dos setores do turismo, indústria e comércio, num espaço de promoção da actividade empresarial local e de afirmação da ilha como pólo de desenvolvimento no arquipélago.
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