Estepilha: iluminação na Rua das Murças dependente dos hotéis da zona…

Rui Marote
No centro do Funchal, percorremos a Rua dos Murças da esquina da rectaguarda do edifício do Golden Gate à esquina do restaurante nepalês. Em toda essa extensão só existe um candeeiro de luz sujo, sendo toda a restante extensão alimentada pela luz das paredes exteriores do hotel Barceló Funchal Old Town.
No momento em que que fotografávamos a sujidade do único suporte de luz propriedade da EEM, fomos abordados por um proprietário de um estabelecimento de “souvenirs” que nos narrou que já tinha feito chegar aos serviços camarários duas reclamações por escrito da rua permanecer sem luz quando o hotel encerra o sistema de iluminação das paredes do edifício.
Exclamou:- até o dia de hoje ainda não obtive resposta. E com ironia questionava: será que terei de pagar o IMI
ao Barceló?
É que quem apaga a luz dos seus logradouros, fachadas ou letreiros decorativos na hora do fecho têm direito a que  iluminação da rua pública permaneça activa durante toda a noite.
Muitos receiam a falta de luz na cidade e a falta de visibilidade ao caminhar à noite pelas ruas do Funchal é notória em certas artérias, contribuindo para o aumento de um sentimento de insegurança.
O projecto que uniu edifícios entre a Rua da Alfândega e a Rua das Murças) não reinstalou iluminação pública, e a artéria ficou desprovida do serviço público obrigatório, gerando uma situação de insegurança inaceitável.
Uma rua pública nunca pode ficar dependente do fornecimento eléctrico ou dos horários de funcionamento de uma empresa privada para ter luz.
O Funchal Notícias reporta a falta de iluminação pública e a não reposição dos candeeiros pós-obra directamente à EEM  indicando que os postes/braços de parede foram removidos na empreitada hoteleira e nunca mais repostos.
E as sarjetas da Avenida Zarco?…
Entretanto e numa outra esfera, o Estepilha, por mero acaso, encontrou-se com o presidente da Câmara na Rua Conde Canavial, abordando as últimas anomalias publicadas no FN, com destaque para as sarjetas em péssimo estado de limpeza na Avenida Zarco.
O presidente aceitou os nossos alertas e fez questão de ir pessoalmente ver a sarjeta, que até hoje continua na mesma, fruto da inércia dos serviços de salubridade. Quando chegamos ao ponto do presidente da edilidade ter de fiscalizar sarjetas… alguém não está a fazer o seu trabalho. É óbvio que Estepilha não exige que o professor Carvalho o faça. Mas sim que os responsáveis dos serviços de limpeza actuem.
Estivemos no local este domingo e voltamos a fotografar a sarjeta enquadrada com a esplanada do Theos…

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