Nova Direita leva investidores estrangeiros à Calheta; questiona ainda obra “abandonada”

O partido Nova Direita realizou  este domingo uma iniciativa no concelho da Calheta, tendo levado à localidade investidores estrangeiros, nomeadamente alemães e austríacos, com o objectivo de promover o investimento na cultura, no património e no desenvolvimento sustentável da Madeira, diz o coordenador do partido na RAM, Paulo Azevedo.
A Nova Direita considera que a actual política regional está a colocar demasiado foco na construção civil, deixando para segundo plano a valorização da nossa cultura, das nossas tradições, do nosso património e da identidade madeirense.
“Durante a visita à promenade do Jardim do Mar, deparámo-nos com uma obra abandonada, projecto que, segundo a informação disponível, foi desenvolvido no âmbito do desenvolvimento da freguesia e contou com financiamento europeu no quadro 2014-2020”, apontou.
Perante esta situação, o coordenador da Nova Direita, Paulo Azevedo, questiona publicamente: “Onde está o dinheiro investido neste projecto? Porque razão a obra se encontra parada e abandonada? Quem foi responsável pela execução e acompanhamento do projecto? E quais foram os montantes de fundos públicos e europeus utilizados?”
A Nova Direita diz que irá solicitar explicações formais à Câmara Municipal da Calheta sobre esta situação e pretende dar conhecimento do caso às entidades europeias competentes, para que seja esclarecida a utilização dos fundos comunitários associados ao projecto.
“Não podemos aceitar que milhões de euros de dinheiro público e europeu sejam investidos em projectos que depois ficam abandonados, sem explicações claras aos cidadãos”, refere.
A Madeira precisa de investimento, mas precisa de investimento responsável, transparente e que produza resultados.
A Nova Direita exige saber onde foi aplicado o dinheiro, quem beneficiou desse investimento e por que motivo uma obra financiada com recursos públicos se encontra actualmente abandonada.
Se existem responsabilidades políticas, administrativas ou outras, elas devem ser apuradas pelas entidades competentes.
O dinheiro público não tem dono partidário. É dinheiro dos madeirenses e dos contribuintes europeus, refere.

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.