O Grupo Municipal do PSD eleito à Assembleia Municipal de Santana votou contra a proposta de Orçamento e Plano para 2026, apresentando, inclusive, uma declaração de voto por escrito onde enumeram as razões desta posição, numa proposta que consideram “pouco ambiciosa, parca em soluções e desajustada à realidade do concelho”, que mais não representa do que a “continuidade da política que vinha sendo seguida ao longo dos últimos anos e, nessa medida, a manutenção dos problemas que estão por colmatar”.
A vários níveis, os deputados municipais social-democratas elencam as áreas em que o Orçamento para 2026 podia ter ido mais longe, nomeadamente no que toca aos apoios sociais – “cujos regulamentos deviam ser revistos para benefício de todas as instituições do concelho” – mas, também, relativamente à Habitação, “onde se mantém uma política que não corresponde às necessidades, ao não apoiar a construção de novas habitações como forma de fixar mais pessoas em Santana, ao deixar de parte o reforço fundamental dos apoios destinados à recuperação das casas e à melhorias das condições de habitabilidade das mesmas e ao não apostar num programa de apoio à construção da primeira habitação, disponibilizando uma bolsa de terrenos e projectos-tipo para casais mais jovens, conforme era por nós defendido”.
Paralelamente, prosseguem os deputados social-democratas, “votamos contra esta proposta porque, efectivamente, não existe, neste Orçamento, uma clara aposta na natalidade nem na reformulação dos apoios às famílias, valorizando quem tem mais filhos nem, tampouco, existe uma aposta séria e decisiva nos apoios ao tecido empresarial de Santana”, lembrando, neste último caso, a proposta defendida pelo PSD de vir a ser criado um apoio direto à manutenção dos postos de trabalho, através da implementação de um programa de comparticipação com os encargos com o pagamento da Taxa Social Única (TSU), potenciando assim a actividade económica de Santana.
Estes deputados, a finalizar, lamentam, igualmente, que este Orçamento não tenha atendido à fundamental repartição das verbas arrecadadas pela Taxa Turística pelas seis freguesias do concelho, defendida pelo PSD, para promover a maior dinamização económica e social, de forma descentralizada a todo o concelho.
“Lamentamos que, num concelho reconhecido como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO, que possui uma rede viária segura e de qualidade, fruto da visão e do investimento do Governo Regional nos últimos 15 anos, que tem infraestruturas de saúde de excelente qualidade, que possui uma rede escolar de excelência, serviços públicos eficazes, comércio e restauração dinâmica e que conta com instituições sociais, culturais e etnográficas de referência, não exista vontade nem capacidade política para olhar mais além e para cumprir novas metas que seriam essenciais para o futuro”, concluem.
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