O ex-vereador do Ambiente na CMF, Henrique Costa Neves, denuncia hoje numa carta do leitor no DN-Madeira “a agonia do Fanal”.
O engenheiro aponta “muitos automóveis, demasiados automóveis e gente. Demasiada gente!…”. Diz que o Fanal “está a tornar-se irreconhecível” e que ali se podem ver “tis, mortos de pé” e pelo chão “troncos desmembrados, mortos, de árvores centenárias que estão a desistir de viver”. Há ainda áreas com “terra vermelha exposta”.
“O excesso de pisoteio humano está a destruir por completo o coberto herbáceo em algumas zonas. A terra está seca e calcada, já não há coberto vegetal que retenha as humidades atmosféricas. A juntar a todo este cenário, as vacas devoram a folhagem dos Tis, impedindo que estas árvores regenerem e se perpetuem”, aponta. As preocupações de Costa Neves foram também partilhadas pelo ecologista Raimundo Quintal na sua página de Facebook.
“Os Tis do Fanal já lá estavam certamente quando a Madeira foi descoberta. Muito provavelmente são milenares… Mas estão a agonizar. O mais espantoso é o facto de, aparentemente, ninguém com responsabilidades sobre esta área, parecer aperceber-se do que se está a passar!!!…”, queixa-se Costa Neves, acrescentando: “O Fanal que actualmente conhecemos, não é mais do que o esqueleto do que foi outrora uma Floresta Laurissilva milenar luxuriante”.
Costa Neves recomenda: “Uma significativa área do Fanal deveria ser totalmente vedada, de modo a não permitir a entrada de pessoas nem de animais. Esta acção perduraria por tempo indeterminado, enquanto se acompanharia a evolução da regeneração biológica daquele espaço”.
Lamenta ainda “a inércia e a incompetência que levaram ao desaparecimento de um recanto de excepcional beleza e valor natural e patrimonial na Ilha da Madeira”.
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